A temida facção venezuelana Tren de Aragua, considerada uma das maiores e mais violentas organizações criminosas da América Latina, virou o alvo principal de uma megaoperação interestadual nesta terça-feira (16). Batizada de Operação Rota do Norte, a ação foi deflagrada pela Polícia Civil de Roraima para esmagar os braços financeiro e logístico do grupo no Brasil.
O cerco foi montado de forma simultânea em seis estados estratégicos: Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Ao todo, agentes da Draco (Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas) saíram às ruas para cumprir 25 mandados de prisão preventiva e mais de 30 ordens de busca e apreensão.
Armas de Grosso Calibre para o Comando Vermelho
As investigações duraram meses e revelaram um esquema assustador. O Tren de Aragua fincou raízes no Brasil e montou uma complexa rede de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e, principalmente, comércio ilegal de armamentos de alto poder destrutivo.
A facção estrangeira atuava como uma espécie de “fornecedora premium” para quadrilhas brasileiras. O principal cliente mapeado pela polícia foi o Comando Vermelho (CV), com forte atuação nos estados do Amazonas e do Rio de Janeiro.
Entre o arsenal comercializado pelo grupo venezuelano estavam:
- Fuzis de assalto de última geração;
- Metralhadoras pesadas calibre .50 (capazes de derrubar aeronaves);
- Lança-granadas de uso exclusivo das Forças Armadas.
União de Forças Contra o Crime
Para dar uma resposta à altura do perigo transnacional, a Operação Rota do Norte uniu forças além das fronteiras estaduais. A ação recebeu o apoio direto da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
O foco principal do governo e das polícias agora é congelar as contas bancárias da facção, interceptar suas rotas de contrabando na fronteira e interromper o fluxo de dinheiro que alimentava a expansão do grupo em solo brasileiro.
Você acha que as nossas fronteiras estão desprotegidas contra a entrada dessas grandes facções internacionais ou as forças de segurança estão conseguindo conter o avanço do crime organizado?
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