O recente e histórico reconhecimento do Comando Vermelho (CV) como uma organização terrorista pelo governo dos Estados Unidos teve um pilar fundamental produzido no Brasil. O documento oficial que fundamentou a decisão norte-americana foi elaborado sob a liderança do delegado Felipe Curi, ex-secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro.
As informações estratégicas foram reunidas pela inteligência da Polícia Civil fluminense durante a gestão de Curi e entregues diretamente ao presidente Donald Trump pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) durante uma agenda oficial.
Drones com Bombas e Armas de Guerra: O que Diz o Relatório
O dossiê detalha o altíssimo nível de periculosidade e a estrutura militarizada da facção criminosa que atua no Rio de Janeiro. Entre os pontos de maior impacto destacados no documento estão:
- Domínio Territorial: A organização controla o crime na grande maioria das 1.900 comunidades e favelas do estado do Rio.
- Arsenal Pesado: Uso rotineiro de fuzis de assalto de calibre militar, granadas de alto poder de destruição e o uso recente de drones adaptados para lançar bombas contra rivais e forças de segurança.
- Ações de Terror: Histórico de atentados e ataques coordenados contra delegacias de polícia, hospitais públicos, frotas de transporte coletivo, agentes de segurança e a própria população civil.
- Monopólio do Crime: O grupo é apontado como o principal motor por trás dos índices de roubos de cargas, veículos e assaltos a pedestres em solo fluminense.
A entrega desses dados detalhados foi o gatilho necessário para que Washington elevasse o status da facção brasileira ao nível de ameaça terrorista global, mudando a forma como o grupo é combatido internacionalmente.
Você concorda com a decisão dos Estados Unidos de classificar a facção carioca como uma organização terrorista? Acredita que isso vai ajudar a sufocar o crime organizado no Rio?
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