O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de forte euforia na última quarta-feira (2). Ignorando o clima de tensão geopolítica entre os Estados Unidos e o Irã, o principal índice da B3, o Ibovespa, registrou uma impressionante alta de 3,05%, encerrando o pregão aos 185.205,09 pontos. Esta marca representou a maior valorização diária da bolsa desde o mês de março e o patamar mais elevado desde o dia 6 de maio.
A escalada positiva marcou a 11ª alta consecutiva do indicador nacional. De acordo com análises do setor econômico, o avanço foi fortemente impulsionado pela entrada massiva de capital estrangeiro em ativos brasileiros nas últimas sessões, além das expectativas em torno do cenário eleitoral no país.
Comportamento do Dólar e dos Mercados Internacionais
Na mesma esteira de ganhos para a economia interna, o dólar comercial recuou 0,91%, fechando cotado a R$ 5,106. A moeda americana acumulou o terceiro pregão seguido de baixa, atingindo o menor valor de encerramento desde o dia 7 de agosto.
Apesar de ter operado em leve alta durante as primeiras horas da manhã, o câmbio reverteu a tendência logo após a repercussão de novas pesquisas eleitorais, despencando para a faixa de R$ 5,09 no início da tarde. No acumulado do ano, a moeda norte-americana já registra uma retração de 6,97%.
O Impacto do Petróleo no Cenário Global
No exterior, as cotações do petróleo fecharam em alta expressiva, impulsionadas pelo acirramento dos confrontos entre Estados Unidos e Irã e pelos riscos latentes ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas mais críticas para o escoamento mundial da commodity.
Os contratos futuros do petróleo tipo WTI avançaram 0,88%, cotados a US$ 91,01 o barril, enquanto o Brent — referência internacional utilizada pela Petrobras — subiu 1,04%, fechando a US$ 95,63 o barril. O movimento de alta também foi intensificado por dados oficiais que revelaram uma retração nos estoques norte-americanos de petróleo, contrariando as previsões iniciais dos analistas. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve avaliar o cenário e manter inalterada a sua política de produção durante a reunião agendada para o próximo domingo (6).
Com informações da Reuters.
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