sexta-feira, 04 de setembro de 2026
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Operação Gaeco em Ação: Escândalo no MS em Compra de Livros com Verba da Saúde Movimentou R$ 27 Milhões em Fraudes

Uma megaoperação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) desarticulou um esquema criminoso que desviava verbas da saúde pública para a compra superfaturada e sem licitação de livros paradidáticos. A Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco, cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão nesta terça-feira (7).

A ação ocorreu em diversas cidades de Mato Grosso do Sul, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO). De acordo com as investigações, a organização criminosa fraudava licitações, praticava corrupção ativa e passiva, e realizava lavagem de dinheiro.

Como Funcionava o Esquema Criminoso?

O grupo utilizava a estrutura da saúde pública para enriquecimento ilícito através de duas frentes principais:

  • Contratos Diretos e Direcionados: Com a ajuda de servidores públicos, empresas eram contratadas sem licitação para fornecer livros, movimentando mais de R$ 27 milhões.
  • Venda Casada na Saúde: O ponto mais alarmante da investigação aponta que servidores da saúde condicionavam a liberação de leitos hospitalares, exames e cirurgias na rede estadual à compra dos livros do grupo.

O nome da operação, “Gutenberg”, é uma referência direta ao inventor da imprensa, aludindo ao fato de que os livros eram utilizados para dar uma fachada de legalidade ao desvio de dinheiro público.

Principais Alvos Investigados

Entre os nomes apontados pela investigação e apurados pela imprensa local, destacam-se:

  • Ed Carlos Burgatti: Servidor do Complexo Regulador Estadual da Secretaria de Estado de Saúde (SES).
  • Rossana Paroschi Jafar: Sócia-administradora de uma gráfica localizada em Campo Grande.
  • Júnior Vasconcelos: Ex-prefeito de Fátima do Sul, escrivão da Polícia Civil e atual assessor no gabinete do deputado estadual Jamilson Name.

As equipes policiais, com o apoio do Batalhão de Choque e do Bope, realizaram buscas em condomínios de luxo e na Central Estadual de Regulação.

O Que Dizem as Autoridades e os Citados?

O Governo de Mato Grosso do Sul informou que prestou total apoio à operação policial e determinou imediatamente a exoneração e o afastamento de todos os servidores estaduais envolvidos. Além disso, uma auditoria interna foi aberta pela Controladoria-Geral do Estado para apurar os contratos.

O deputado Jamilson Name divulgou nota afirmando que não possui qualquer ligação com os fatos investigados. Ele esclareceu que Júnior Vasconcelos é funcionário da Polícia Civil cedido para funções administrativas em seu gabinete e que confia no pleno esclarecimento da verdade pela Justiça.

Até o momento, a defesa dos demais citados não foi localizada para manifestação.

O que você achou dessa investigação sobre o desvio de verbas que deveriam ir para a saúde pública?

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