O volante chileno Erick Pulgar vive um momento de alta no Flamengo. Com Leonardo Jardim, ele voltou a ser peça central e tem status de titular, mantendo o papel de “motor” do meio-campo em 2026. Ao mesmo tempo, um detalhe contratual pode transformar o segundo semestre em um ponto de atenção para o clube: a multa rescisória do jogador tem redução prevista para o meio de 2026.
Quando renovou com Pulgar, o Flamengo ajustou os termos e estabeleceu que a multa será de US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,5 milhões na cotação mencionada), valor que passa a valer a partir do meio do ano. O contrato do chileno vai até o fim de 2027, mas a queda na multa cria um cenário de maior vulnerabilidade em uma janela de transferências, caso surjam interessados.
O caso lembra situações recentes do mercado do clube, em que a redução de multa facilitou a saída de atletas mediante pagamento do valor estipulado, sem margem para negociação. A lógica, segundo o entendimento do departamento de futebol, é que a multa “fechada” evita tratativas longas: ou o interessado paga e leva, ou não há negócio.
Até o momento, não há proposta oficial por Pulgar na mesa. Internamente, o Flamengo avalia que o mercado para um volante de 32 anos tende a ser mais restrito, o que reduz a pressão imediata. Outro fator apontado é a menor exposição internacional do jogador, já que a seleção chilena está fora da Copa do Mundo.
Mesmo com esse cenário, a diretoria entende que precisa trabalhar na valorização do atleta. Apesar do reajuste na última renovação, Pulgar recebe abaixo de outros jogadores da posição contratados depois, o que pode influenciar a decisão do atleta se aparecer uma oferta na próxima janela.
Em 2026, Pulgar soma 14 jogos e dois gols pelo Flamengo. Com Leonardo Jardim, foi titular em quatro dos cinco jogos, ficando fora apenas de uma partida por suspensão.












