segunda-feira, 09 de março de 2026
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Capital brasileiro acelera expansão do agro no Paraguai e pode levar safra de soja a novo recorde

O agronegócio paraguaio vem sendo impulsionado por investimentos e know-how de produtores e empresas do Brasil, em um movimento que ganha escala e reposiciona o país como alternativa competitiva na América do Sul. A tendência, apontada por estudos da FEAGRO (Federação dos Engenheiros Agrônomos do Mato Grosso), é de avanço contínuo da produção, com a safra de soja podendo ultrapassar 10 milhões de toneladas.

Segundo a análise, o fluxo de capital brasileiro para o Paraguai se intensifica por uma combinação de fatores: tributação mais simples, custo operacional menor, incentivos fiscais estruturados e acesso facilitado a mercados externos, cenário que atrai desde produtores rurais até projetos industriais e logísticos.

Regime Maquila vira trunfo para exportação e redução de custos

Um dos principais motores dessa migração empresarial é o Regime de Maquila (Lei 1064/97). Pelo modelo, empresas instaladas no Paraguai pagam 1% de imposto sobre o valor agregado e contam com isenções de tributos nacionais, municipais e aduaneiros sobre insumos e máquinas importados quando a produção é destinada à exportação.

A FEAGRO destaca que, além de reduzir custos em relação ao ambiente tributário brasileiro, o regime aumenta a competitividade em cadeias globais. Hoje, aproximadamente 67% das operações em Maquila no país são de capital brasileiro, índice que continua crescendo com a instalação de empreendimentos industriais e estruturas logísticas, principalmente em Alto Paraná e regiões próximas.

Logística e integração regional entram no radar do governo paraguaio

Rota Bioceânica, Ponte da Integração Brasil–Paraguai.

No campo logístico, o estudo aponta tentativa do Paraguai de dar um salto com projetos conectados à Rota Bioceânica, corredor planejado para ligar o Atlântico ao Pacífico e ampliar alternativas de escoamento. O governo de Santiago Peña recolocou iniciativas ferroviárias no centro da agenda e busca cooperação técnica com os Emirados Árabes Unidos, citando tratativas envolvendo a Etihad Rail, para modernizar o sistema ferroviário.

Entre as propostas mencionadas está um projeto estimado em US$ 450 milhões, com ligação entre Assunção e Ypacaraí, prevendo 11 trens elétricos e 12 estações, além de capacidade projetada para 40 mil passageiros por dia. A avaliação do estudo é que a modernização logística pode reduzir custos e fortalecer o Paraguai como plataforma de exportações e importações na região.

Por que o Paraguai atrai produtores e indústrias do Brasil

Embora o Paraguai não concorra com o Brasil em escala, o país se destaca por uma combinação vista como atraente por investidores do Centro-Oeste e Sul:

  • custo operacional mais baixo;
  • tributação simplificada;
  • ambiente regulatório historicamente favorável ao produtor;
  • burocracia menor para registro e aquisição de insumos;
  • estrutura logística voltada à exportação, com potencial de expansão.

O texto ressalta que a estabilidade é observada como ponto de atenção, mas o país mantém há décadas uma política macroeconômica conservadora, com baixa dívida pública e forte dependência do setor agropecuário, o que tende a sustentar previsibilidade.

“Brasiguaios” e empresas brasileiras dominam parte do setor

A presença brasileira no agro paraguaio é descrita como ampla. O estudo menciona que produtores e grupos ligados ao agronegócio do Brasil controlariam entre 75% e 80% das terras agricultáveis, além de liderarem a introdução de tecnologias que ampliaram a produtividade, especialmente em soja e milho.

Com impostos mais baixos — incluindo IVA de 10% e imposto de renda de 10%, conforme o texto —, o Paraguai também se tornou ambiente favorável para empresas brasileiras que atuam na cadeia de defensivos, comercialização de grãos, máquinas e serviços associados. O agro responde por cerca de 25% do PIB paraguaio, reforçando o peso do setor na economia local.

Safra em alta e desafios no horizonte

Com o avanço do investimento e da tecnologia, o Paraguai se aproxima de um novo patamar na produção agrícola — e a perspectiva é de recorde, com a soja podendo superar 10 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, o texto cita que o crescimento convive com desafios, como questões ambientais e conflitos fundiários em determinadas regiões.

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