O Impasse E A Rejeição Em Massa Pela Categoria
A Campanha Nacional dos Bancários de 2026 chegou a um momento crítico. Em assembleias realizadas em todo o país, os profissionais do setor bancário rejeitaram de forma expressiva — com índices superiores a 95% de desaprovação em várias regiões — a proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
Diante da ausência de índices concretos de reajuste salarial e de propostas consideradas satisfatórias, a categoria aprovou uma paralisação nacional de 24 horas para esta quinta-feira (20).
Em São Paulo, o indicativo de greve contou com cerca de 90% de votos favoráveis. O cenário repetiu-se em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal, demonstrando a insatisfação generalizada com o posicionamento dos bancos.
“Vamos defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias, por aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI,” destacou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.
O Que Motivou A Parada Das Atividades?
De acordo com os sindicatos locais e federações representativas, o principal motivo para a revolta foi a falta de avanços nas cláusulas econômicas durante as rodadas de negociação. Os trabalhadores cobram:
- Aumento real nos salários e valorização dos pisos da categoria;
- Reajuste na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e nos tíquetes de alimentação/refeição;
- Fim do fechamento de agências e garantia de manutenção dos postos de trabalho;
- Combate a metas abusivas e adoecimento laboral, pautando melhores condições de saúde e segurança.
Lideranças sindicais reforçaram que os lucros bilionários acumulados pelo setor financeiro contrastam fortemente com a relutância em valorizar a mão de obra.
“Também reforça que a categoria não aceitará propostas sem avanços concretos em temas essenciais… Vamos intensificar a mobilização e dar um grande recado na paralisação do dia 20,” pontuou o comando da categoria.
Próximos Passos E Rodadas De Negociação
Mesmo com a greve de advertência confirmada para quinta-feira (20), o canal de diálogo com as instituições financeiras continua aberto nesta semana. Estão previstas novas mesas de discussão com a própria Fenaban, além de reuniões específicas voltadas aos bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, além de debates com o BNDES.
Os sindicatos orientam os clientes e usuários dos serviços bancários a se programarem, visto que o atendimento nas agências presenciais poderá sofrer sérias restrições ou interrupções totais durante as 24 horas de paralisação.
Qual é a sua avaliação sobre a paralisação dos bancários e as negociações salariais deste ano?
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