sexta-feira, 12 de junho de 2026
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Operação Fluxo Oculto: PF e Gaeco Miram Fintechs e Esquema do PCC com Gasolina Adulterada

Uma megaoperação ligando o crime organizado, o mercado financeiro tecnológico e a fraude de combustíveis foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (28). Batizada de Operação Fluxo Oculto (um desdobramento da Carbono Oculto), a ação investiga uma rede de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis comandada pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

A força-tarefa une o Gaeco do Ministério Público de São Paulo (MPSP), a Receita Federal, a ANP, a Secretaria da Fazenda de SP, a Procuradoria-Geral do Estado e as polícias Civil e Militar.

O que é Nafta e como o PCC usava o produto no golpe?

O coração da fraude está no desvio de nafta petroquímica. Trata-se de um derivado de petróleo usado legitimamente pela indústria química para fabricar plásticos, solventes e tintas.

Como a nafta custa muito menos que a gasolina e possui propriedades químicas parecidas, ela virou o ingrediente perfeito para o crime organizado. Os criminosos desviavam carregamentos do produto e simulavam notas fiscais falsas para esconder o destino real da carga.

Passo a passo: Como funcionava o esquema criminoso

De acordo com as investigações da Receita Federal e do Gaeco, a organização criminosa operava em três etapas principais:

  1. Empresas de Fachada e Fintechs: O grupo usava fundos de investimento, contas digitais em fintechs e empresas fantasmas para movimentar o dinheiro e simular a compra legal de nafta, fingindo que ela iria para indústrias químicas.
  2. O Desvio e a Adulteração: Na realidade, o produto era enviado para tanques clandestinos na Grande São Paulo. Lá, a nafta era misturada ilegalmente à gasolina para aumentar o volume do combustível.
  3. Distribuição e Postos: A gasolina adulterada era enviada diretamente para postos de combustíveis controlados ou ligados ao esquema do PCC, chegando aos tanques dos carros dos consumidores.

Laranja em nome de presos: Para evitar que os verdadeiros chefes fossem descobertos, a quadrilha abria empresas em vários estados usando nomes de parentes, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e até mesmo detentos.

Prejuízo de R$ 200 milhões e lucro duplo

As autoridades apontam que o PCC lucrava em duas frentes com esse esquema:

  • Com a venda direta de combustível batizado nos postos.
  • Com a gigantesca evasão fiscal, aproveitando que a nafta petroquímica tem uma carga de impostos bem menor do que a gasolina automotiva.

Apenas este núcleo investigado foi responsável por causar um rombo estimado em R$ 200 milhões em impostos sonegados em um período de apenas dois anos.

O que você achou dessa investigação?

O envolvimento de facções criminosas em postos de combustíveis acende um alerta sobre a procedência do que colocamos no tanque. Você costuma desconfiar de combustíveis muito baratos? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe este alerta com seus amigos!

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