O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, faleceu na madrugada desta segunda-feira (13) na Santa Casa da capital sul-mato-grossense. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após sofrer um grave mal-estar na prisão.
Bernal cumpria prisão preventiva há quase quatro meses no Presídio Militar da Capital, acusado pelo assassinato do auditor fiscal Roberto Mazzini.
Histórico de Saúde e Negativa de Prisão Domiciliar
A saúde do ex-prefeito vinha se deteriorando nas últimas semanas devido a graves problemas cardíacos:
- Início do mês: Bernal sofreu um infarto e passou por um procedimento cirúrgico para desobstrução de artérias, com a implantação de stents. Após receber a alta médica, retornou à cela.
- Sexta-feira (10): A Justiça rejeitou em definitivo o pedido de prisão domiciliar protocolado pela defesa do ex-prefeito.
- Sábado (11): Bernal voltou a passar mal no presídio e foi transferido às pressas para o hospital. Ele passou por uma nova cirurgia cardíaca na madrugada de segunda-feira, mas não resistiu às complicações.
O argumento da defesa: Os advogados de Bernal alegaram formalmente que o ex-prefeito precisava de repouso absoluto por, no mínimo, 30 dias após passar por três procedimentos cardíacos complexos. A defesa sustentava que “o presídio não oferecia a estrutura médica adequada para a sua plena recuperação”.
O Crime e o Júri Popular
No final de junho, a Justiça havia decidido que Alcides Bernal enfrentaria o júri popular pelo homicídio de Roberto Mazzini, mantendo a sua prisão preventiva.
O crime aconteceu no dia 24 de março deste ano. A vítima, o auditor fiscal Roberto Mazzini, havia adquirido em um leilão judicial um imóvel que pertenceu ao ex-prefeito. Ao ir até o local acompanhado de um chaveiro para tomar posse da residência, Mazzini foi atingido por pelo menos dois disparos de arma de fogo.
O Corpo de Bombeiros tentou reanimar o auditor por 25 minutos, mas ele morreu no local. Bernal apresentou-se à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro logo após o ocorrido e permaneceu preso desde então. O chaveiro, que presenciou a cena, tornou-se a principal testemunha do caso.
(Com informações apuradas originalmente pelo Jornal Midiamax)
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