sexta-feira, 12 de junho de 2026
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Reviravolta na Operação Buraco Sem Fim: Justiça Manda Soltar Ex-Secretário e Alvos de Fraude Milionária em Campo Grande

O cenário político e jurídico de Campo Grande sofreu uma forte reviravolta. A Justiça determinou a soltura imediata do ex-secretário municipal de Obras, Rudi Fiorese, e de outros quatro investigados na Operação “Buraco Sem Fim”, que apura um suposto esquema de corrupção e fraudes em contratos de tapa-buracos na capital.

A decisão foi assinada pelo juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal. De acordo com o magistrado, manter os acusados presos preventivamente não é mais necessário para o andamento das investigações, reforçando que a prisão não deve ser usada como antecipação de pena.

Quem São os Investigados que Deixaram a Prisão?

A decisão atendeu inicialmente aos pedidos de liberdade de dois alvos, mas o juiz decidiu estender o benefício para os demais envolvidos no caso. Deixam a prisão:

  • Rudi Fiorese (Ex-secretário de Obras de Campo Grande);
  • Erik Antonio Valadão Ferreira de Paula;
  • Fernando de Souza Oliveira;
  • Mehdi Talayeh;
  • Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa (Empresário).

As Condições para Responder ao Processo em Liberdade

Apesar de saírem da cadeia, nenhum deles está totalmente livre. Para garantir que os investigados não atrapalhem a coleta de provas ou tentem fugir, a Justiça aplicou uma série de medidas cautelares rigorosas:

  1. Tornozeleira Eletrônica: Todos serão monitorados por tornozeleira por um período inicial de 180 dias.
  2. Atualização de Dados: Eles são obrigados a informar imediatamente qualquer mudança de endereço ou número de telefone.
  3. Presença Obrigatória: Devem comparecer a absolutamente todas as convocações e atos do processo judicial.

Relembre o Caso: Meio Milhão de Reais em Espécie

A Operação “Buraco Sem Fim” estourou no início de maio, jogando luz sobre contratos suspeitos de manutenção asfáltica firmados pela Prefeitura de Campo Grande.

O caso ganhou enorme repercussão após a Polícia Civil apreender cerca de R$ 500 mil em dinheiro vivo nas casas dos alvos. O detalhe mais impressionante da ação foi a descoberta de R$ 186 mil em espécie escondidos na residência de apenas um dos servidores públicos investigados.

Você concorda com a decisão da Justiça de soltar os investigados sob monitoramento de tornozeleira, ou acha que eles deveriam continuar presos até o fim das investigações?

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