segunda-feira, 09 de março de 2026
Banner Ms

Carne bovina bate recordes nos EUA e sobe 22% desde o início do segundo mandato de Trump



Os preços da carne bovina nos Estados Unidos continuam em alta e acumulam avanço expressivo desde o início do segundo mandato de Donald Trump. Apesar de o presidente afirmar que os preços estariam “começando a cair”, indicadores oficiais mostram máximas históricas em itens como carne moída e aumento de dois dígitos em outros cortes, impulsionados por oferta apertada e consumo resistente.

Carne moída chega ao maior valor da série

Em janeiro de 2026, o preço médio da carne moída (100% beef) nos EUA alcançou US$ 6,752 por libra, o maior nível já registrado no indicador.

Rebanho em baixa mantém oferta restrita

O principal fator estrutural por trás da escalada é a oferta: os EUA iniciaram 2026 com 86,2 milhões de cabeças de gado no total e 27,6 milhões de vacas de corte, números apontados pelo USDA/NASS como abaixo do ano anterior e em patamar historicamente baixo.

Além disso, eventos climáticos e pressões no campo têm agravado o aperto de oferta, contribuindo para preços firmes no varejo.

Como isso pode ser bom para o Brasil e para o nosso agro

A disparada da carne bovina nos EUA pode ser positiva para o Brasil em três frentes principais:

  1. Mais espaço no mercado global (e sustentação de preços)
    Com a produção americana sob pressão, o Brasil ganhou protagonismo. A Reuters destacou que o Brasil superou os EUA como maior produtor de carne bovina em 2025, ajudando a aliviar o aperto global de oferta. Isso reforça o papel brasileiro no abastecimento internacional.
  2. Chance de aumentar vendas para os EUA (quando houver janela econômica)
    Com oferta doméstica curta, os EUA tendem a recorrer mais a importações em 2026. Projeções ligadas ao USDA indicam elevação do volume importado, especialmente de carne para processamento (hambúrguer e blends), o que abre oportunidade para fornecedores competitivos.
  3. Diversificação de destinos em um cenário de incerteza na China
    Ao mesmo tempo, o mercado chinês vem discutindo e aplicando mecanismos de salvaguarda/quotas. A Reuters reportou que o Brasil considera medidas de organização de exportações para a China em resposta ao novo regime de tarifas/quotas do país asiático. Ter mais demanda em outros mercados ajuda a reduzir dependência e risco comercial.


Perspectiva: alívio pode demorar

Economistas e agentes do setor costumam destacar que recompor rebanho é um processo lento. Enquanto a oferta não se normaliza, a tendência é de alívio limitado e preços ainda pressionados no varejo americano — cenário que mantém o tema no centro do debate econômico e pode seguir influenciando o comércio global de proteínas.

Últimas notícias

  • All Post
  • Agricultura
  • Cidades
  • Economia
  • Esportes
  • Geral
  • Pecuária
  • Política
  • Popular
  • Saúde
  • Senado Federal
  • Turismo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Edit Template

Não Perca nenhuma notícia importante.

Populares

  • All Post
  • Agricultura
  • Cidades
  • Economia
  • Esportes
  • Geral
  • Pecuária
  • Política
  • Popular
  • Saúde
  • Senado Federal
  • Turismo

Mais Lidas

  • All Post
  • Agricultura
  • Cidades
  • Economia
  • Esportes
  • Geral
  • Pecuária
  • Política
  • Popular
  • Saúde
  • Senado Federal
  • Turismo

© 2025 Rota Pantanal

Categories

Tags