Secretários do Governo de Mato Grosso do Sul que pretendem concorrer nas eleições de 2026 precisam deixar os cargos até esta semana. O prazo final de desincompatibilização termina em 4 de abril, seis meses antes do pleito, conforme as regras eleitorais aplicáveis a ocupantes de funções públicas.
Nos bastidores políticos, algumas mudanças já ocorreram. Entre as saídas citadas estão Eduardo Rocha, que comandava a Casa Civil, e Hélio Peluffo Filho, que estava na Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística). Além disso, a expectativa é que outras exonerações ocorram nos próximos dias, com nomes apontados como prováveis candidatos.
A movimentação não se restringe ao Executivo estadual. No âmbito municipal, também há anúncio de saída de cargo para viabilizar projeto eleitoral. O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande (Sisep), Marcelo Migliolli, teria sinalizado que deixará a função para disputar o Senado, segundo informações confirmadas por integrante do primeiro escalão da prefeitura.
Etapas legais antes da campanha oficial
Embora ainda faltem meses para a votação, o calendário eleitoral já impõe uma sequência de obrigações que influenciam diretamente a formação das chapas. Entre os marcos do período pré-eleitoral está o prazo para registro de candidaturas, que termina em 15 de agosto. Antes disso, a legislação exige medidas como a desincompatibilização de cargos e outras adequações formais.
Outro ponto de atenção é a chamada janela partidária, que segue até 3 de abril. Nesse período, deputados federais e estaduais podem trocar de partido sem risco de perda de mandato por infidelidade partidária — um movimento considerado estratégico para reorganização de bancadas e alianças visando a disputa de outubro.
Com o encerramento do prazo de desincompatibilização, a tendência é que o cenário político ganhe mais clareza, com secretários e gestores definindo se permanecem nos cargos ou oficializam a saída para consolidar pré-candidaturas.











