segunda-feira, 09 de março de 2026
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Explosivo no Terminal Morenão: Perícia busca identificar “homem de preto” por digitais

A Polícia Civil de Campo Grande está em uma corrida contra o tempo para identificar o responsável por abandonar um artefato explosivo no Terminal Morenão na última quarta-feira (9). A principal esperança da investigação reside na análise de fragmentos de digitais que podem ter sido deixados em pedaços de fita adesiva que compunham o dispositivo.

O suspeito, descrito como um homem barbudo que vestia roupas totalmente pretas, máscara e óculos escuros, permaneceu no terminal por aproximadamente duas horas e meia, das 11h às 13h30, antes de deixar o pacote suspeito junto a panfletos e desaparecer.

A ação mobilizou rapidamente a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar, que isolaram a área para garantir a segurança dos passageiros e funcionários. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado e, após uma operação de 1 hora e 30 minutos, realizou a detonação controlada do artefato.

Poder de destruição ampliado

A análise pós-detonação revelou um detalhe alarmante: a bomba caseira continha cacos de azulejo. Segundo especialistas, a adição desses materiais tinha o objetivo de aumentar drasticamente o poder de destruição do explosivo, transformando-o em uma espécie de “bomba de fragmentação”, que poderia causar ferimentos graves em um raio maior caso fosse detonada.

De acordo com o comandante da operação do Bope, a decisão pela detonação no local foi tomada após uma avaliação que descartou o risco de uma explosão imediata. “Se fosse um artefato mais complexo, nós o removeríamos para um local seguro para a detonação”, explicou.

Impacto na cidade e investigação

Durante toda a operação, o fluxo de ônibus no Terminal Morenão foi interrompido. Os veículos foram desviados para a Avenida Costa e Silva, que funcionou como um ponto de transbordo improvisado, causando alterações nas rotas do transporte público da capital.

A perícia agora se concentra nos fragmentos papiloscópicos coletados, que são a peça-chave para traçar o perfil e chegar à identidade do “homem de preto”. A polícia analisa as imagens das câmeras de segurança do terminal e da região para refazer os passos do suspeito e busca por informações que possam levar à sua captura. O caso segue sob investigação.

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