O Vasco deu mais um passo nas tratativas para definir um novo controlador da SAF. A diretoria do clube e representantes do empresário Marcos Lamacchia realizaram uma nova rodada de reuniões e encaminharam um acordo para a venda de 90% da SAF por um valor superior a R$ 2 bilhões, segundo informações divulgadas por setoristas que acompanham o tema.
Apesar do avanço, a negociação ainda não é tratada como concluída. O entendimento depende do cronograma final de investimentos — etapa em que ficam detalhadas metas mínimas por área — antes de ser submetido aos conselhos do clube para avaliação e aprovação. Paralelamente, o investidor também precisa avançar em requisitos ligados ao fair play financeiro no âmbito da CBF, conforme o rito de análise aplicável a operações desse porte.
O pré-acordo em discussão prevê compromissos mínimos de investimento distribuídos por frentes estratégicas, como montagem de elenco, folha salarial, infraestrutura de CT, fluxo de caixa e suporte a outras modalidades esportivas (inclusive via leis de incentivo). Outra parte do pacote envolve o passivo do clube e da SAF: a tendência, segundo as informações divulgadas, é que o novo investidor siga o modelo já estabelecido no âmbito da recuperação judicial.
A fatia ligada ao “espólio” da 777 (A-CAP) — grupo associado à antiga controladora — estaria considerada no preço final da transação. Ainda assim, o clube não pretende comentar publicamente o assunto antes de a operação ser formalizada, com documentos assinados e o trâmite concluído nas instâncias internas.
Em paralelo às conversas sobre a venda, o Vasco também teria iniciado pagamentos previstos na recuperação judicial e outras pendências do futebol, com repasses e acordos em andamento no primeiro trimestre de 2026. O clube tenta avançar ainda em negociações ligadas à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF, que concentra parte dos débitos do sistema do futebol.
O movimento acontece após um período de instabilidade na SAF com a antiga controladora. A atual gestão afirma que buscou reequilibrar a operação e manter pagamentos em dia enquanto procurava um novo investidor, e agora trabalha para fechar uma transação considerada decisiva para o próximo ciclo do futebol do clube.












