sexta-feira, 12 de junho de 2026
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Membro do Ministério Público é Acusado de Agredir Detento em Tribunal

Um membro do Ministério Público está sendo acusado de agredir fisicamente um homem de 26 anos dentro do Fórum de Campo Grande. O caso, que aconteceu no dia 3 de fevereiro, veio à tona após a defesa da vítima anexar imagens do circuito interno de segurança do prédio ao processo. O jovem havia acabado de passar por uma audiência de custódia devido a uma prisão por violência doméstica.

A advogada de defesa, Gabrielly Dias, confirmou que já acionou a esfera cível para buscar reparação por danos morais. De acordo com a defensora, o cliente vinha sofrendo graves ameaças dentro do presídio após o ocorrido, mas agora responde ao processo em liberdade.

Como Começou a Confusão no Fórum?

Segundo os relatos da defesa, o clima esquentou ainda dentro da sala de audiência de custódia. Durante o depoimento, o réu mencionou seus antecedentes criminais, destacando que havia sido absolvido em processos anteriores.

A partir daí, uma discussão formal se transformou em bate-boca:

  • O acusador teria começado a ofender o rapaz, chamando-o de “mau-caráter” e “pessoa ruim”.
  • A juíza do caso interveio e ordenou que o preso ficasse em silêncio.
  • O jovem obedeceu à magistrada, mas as ofensas e palavras de baixo calão teriam continuado.

O Momento da Suposta Agressão no Corredor

O estopim da agressão física aconteceu logo após o término da audiência, já no corredor do Fórum. Ao sair da sala, o homem de 26 anos perguntou a um policial penal qual era o nome do integrante do Ministério Público que o havia ofendido.

O agente penitenciário interpretou a pergunta como uma ameaça e levou o preso de volta à sala de audiência para relatar o fato.

Segundo a advogada Gabrielly Dias: “É quando o promotor de justiça sai da sala e o agride, tendo o policial penal segurado ele [o preso] para o promotor desferir essas agressões.”

Ameaças no Presídio e Medo de Denunciar

Logo após o episódio, o jovem se recusou a passar pelo exame de corpo de delito. Em uma carta escrita à mão, ele explicou que tomou a decisão por medo, pois foi ameaçado pelos próprios policiais penais no caminho até o exame.

As intimidações continuaram durante as visitas da advogada no presídio. O cliente relatava ouvir frases intimidatórias como: “vai lá, conta para a sua advogada” e “você não sabe com quem está mexendo”.

Providências Jurídicas

Diante da gravidade dos fatos, a defesa protocolou representações formais contra todos os envolvidos nos órgãos competentes:

  1. Contra a Juíza: No CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
  2. Contra o Promotor: No CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).
  3. Contra o Policial Penal: Na Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

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