As contas externas do Brasil registraram uma melhora expressiva em junho, impulsionadas por um desempenho histórico do comércio exterior. De acordo com as Estatísticas do Setor Externo divulgadas pelo Banco Central (BC), o déficit em transações correntes fechou o mês em US$ 2,3 bilhões. O valor representa menos da metade do resultado negativo de US$ 5,2 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.
O principal motor para essa forte retração no déficit foi a balança comercial, que alcançou um superávit impressionante de US$ 8,8 bilhões em junho, superando os US$ 5,2 bilhões de um ano antes. Esse avanço foi puxado pelas exportações de bens, que atingiram a marca histórica de US$ 36,4 bilhões — um crescimento expressivo de 24,8% em relação a junho do ano passado. No mesmo período, as importações também cresceram, somando US$ 27,6 bilhões, o que representa uma alta de 15,3%.
Apesar do forte fôlego comercial, o déficit na conta de serviços apresentou alta de US$ 0,7 bilhão na comparação anual, totalizando US$ 5,1 bilhões. Segundo o levantamento oficial, o resultado reflete o aumento nas despesas líquidas com viagens internacionais, serviços de transporte, telecomunicações, computação e informação.
No cenário acumulado de 12 meses encerrado em junho, o déficit em transações correntes somou US$ 61,4 bilhões, o que equivale a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). Para se ter ideia da melhora, em junho do ano passado o saldo negativo acumulado era de US$ 75,5 bilhões, correspondendo a 3,52% do PIB.
Investimentos e Reservas Internacionais
O mês de junho também foi marcado por um salto expressivo nos Investimentos Diretos no País (IDP), que registraram ingressos líquidos de US$ 9,1 bilhões — uma alta expressiva frente aos US$ 3,1 bilhões de junho do ano anterior. No acumulado de 12 meses, os investimentos diretos alcançaram US$ 89,3 bilhões (3,58% do PIB).
Por outro lado, os investimentos em carteira registraram uma saída líquida de US$ 0,6 bilhão no mês, influenciados por retiradas líquidas de US$ 2,2 bilhões em ações e fundos de investimento, valor parcialmente compensado por entradas de US$ 1,6 bilhão em títulos negociados no mercado doméstico.
Já as reservas internacionais encerraram o mês de junho somando US$ 367,6 bilhões, o que representa uma redução de US$ 3,6 bilhões em comparação a maio. O Banco Central explicou que a variação foi motivada por oscilações cambiais entre as moedas que compõem o montante, vendas de dólares no mercado à vista e variações nos preços dos ativos. (Com informações da Agência Brasil).
Qual é a sua avaliação sobre esses dados divulgados pelo Banco Central? Acha que o Brasil continuará batendo recordes nas exportações nos próximos meses?
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