Servidores dos hospitais universitários de Campo Grande e Dourados iniciaram uma greve nesta segunda-feira (30/03/2026). Segundo as informações divulgadas, os atendimentos de urgência e os serviços essenciais continuam funcionando, enquanto sindicato e administração mantêm negociações para tentar encerrar a paralisação.
A mobilização envolve unidades vinculadas às universidades federais no Estado: o hospital universitário da UFMS, em Campo Grande, e o da UFGD, em Dourados. O sindicato da categoria afirma que as reivindicações incluem reajuste baseado no INPC e reposição de perdas acumuladas desde o período da pandemia. Em Dourados, os pedidos incluem ainda reposição maior das perdas, reajuste do piso, além de reivindicações relacionadas a alimentação/benefícios.
Adesão em Campo Grande
No hospital universitário em Campo Grande, a estimativa é de que cerca de 40% do total de servidores aderiu ao movimento. Conforme o balanço, a maior parte dos trabalhadores paralisados estaria na área administrativa, enquanto parte dos profissionais ligados diretamente à assistência — como enfermeiros, técnicos de enfermagem e de laboratório — também participa. Há setores, como enfermaria, em que a adesão pode chegar a aproximadamente metade da equipe.
Adesão em Dourados e pedido sobre cirurgias eletivas
Em Dourados, a paralisação atinge cerca de 110 trabalhadores, dentro de um universo de aproximadamente mil servidores. O sindicato solicita que a gestão avalie medidas como a suspensão de cirurgias eletivas e a limitação do recebimento de novos pacientes durante o período da greve, mantendo o foco em casos urgentes.
Negociação com mediação do TST
A empresa responsável pela gestão dos hospitais universitários informou que há negociação em andamento com representação sindical, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) desde a semana passada. Uma reunião entre as partes estava prevista para ocorrer nesta segunda-feira, com o objetivo de discutir os termos do movimento e buscar um encaminhamento.












