O ex-major da Polícia Militar Sérgio Roberto de Carvalho, apelidado por autoridades europeias de “Pablo Escobar brasileiro”, começa a ser julgado nesta segunda-feira (30/03/2026) na Bélgica. Ele é acusado de comandar uma estrutura internacional responsável pelo envio de grandes carregamentos de cocaína da América do Sul para a Europa, com atuação ligada a portos e centros logísticos estratégicos no continente.
De acordo com investigações citadas no noticiário, Carvalho teria coordenado uma rede que envolvia fornecimento, transporte e distribuição do entorpecente, com uso de empresas de fachada, logística complexa e mecanismos de lavagem de dinheiro. Autoridades atribuem ao grupo o envio de dezenas de toneladas de cocaína em um intervalo de anos, o que teria movimentado valores bilionários.
Da carreira na PM a acusações antigas
A trajetória de Carvalho no mundo do crime, segundo registros divulgados, remonta a investigações desde as décadas passadas, com passagem por casos ligados a contrabando, prisões e condenações relacionadas a drogas e movimentações financeiras ilegais. Mesmo diante desse histórico, ele teria permanecido na corporação por anos e só foi expulso posteriormente.
Rota internacional e destinos na Europa
Na fase internacional, a acusação sustenta que a droga saía de portos no Brasil e seguia para grandes hubs europeus de logística e distribuição. A partir desses pontos, o entorpecente seria redistribuído por redes locais, ampliando o alcance do esquema.
Identidades falsas e fuga planejada
Ainda segundo relatos investigativos, Carvalho teria usado identidades falsas e mantido uma vida de alto padrão na Europa. Em um dos episódios mais chamativos atribuídos a ele, teria simulado a própria morte durante a pandemia de Covid-19 para dificultar o rastreamento por autoridades e sair do radar por um período.
O ex-major foi preso em 2022 na Hungria com documentos falsos, e sua captura abriu disputa internacional entre países interessados no caso. Ele acabou extraditado para a Bélgica, onde permanece detido.
Por que o julgamento recomeça
O processo que começa agora ocorre após a anulação de um julgamento anterior pela Justiça belga, que identificou problemas na condução das audiências. Com novos juízes, o caso será reaberto e deve reavaliar a participação de Carvalho em uma das maiores redes de tráfico internacional investigadas nos últimos anos.












