quarta-feira, 15 de abril de 2026
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Sem abastecimento regular, caixas d’água nas aldeias de Dourados viram foco de chikungunya e epidemia se espalha em MS

A Reserva Indígena de Dourados foi confirmada em 9 de março como a primeira região de Mato Grosso do Sul a enfrentar epidemia de chikungunya, classificação usada quando a incidência supera 300 casos por 100 mil habitantes. Desde então, outros 14 municípios do Estado passaram a integrar o mesmo patamar, conforme dados do painel de arboviroses do Ministério da Saúde.

Em Dourados, a Prefeitura relaciona o avanço da doença a um conjunto de fatores, com destaque para a falta de abastecimento regular de água e o uso de caixas d’água sem proteção adequada. Segundo o município, em 2025 o Governo Federal distribuiu mais de 2 mil caixas d’água para armazenamento da água entregue por carros-pipa; sem cobertura na maior parte das residências, os reservatórios teriam se transformado em criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da chikungunya.

Além disso, as condições de saneamento e infraestrutura nas aldeias também pesam. A administração municipal aponta que as aldeias têm população maior do que a de muitos municípios de MS e enfrentam carências como ausência de rede de água, coleta de esgoto e outras estruturas urbanas, o que amplia a vulnerabilidade em períodos de calor e chuva.

Cidades que já entraram na classificação de epidemia

Entre os municípios citados com classificação de epidemia estão: Fátima do Sul, Jardim, Sete Quedas, Vicentina, Selvíria, Paraíso das Águas, Guia Lopes da Laguna, Bonito, Corumbá, Antônio João, Água Clara, Amambai, Figueirão e Jateí.

A SES atribui a alta incidência, especialmente na região sul, à combinação de alta infestação do vetor, clima favorável (calor e chuvas) e baixa imunidade da população ao vírus, o que facilita surtos quando há intensificação da circulação viral.

Emergência reconhecida e reforço de ações

O Governo Federal reconheceu, em 30 de março, a situação de emergência em saúde pública em Dourados devido à epidemia, por meio da Portaria nº 1.047, ampliando o respaldo para intensificar medidas no município e nas reservas, em parceria com os governos federal e estadual.

Como se prevenir

A principal forma de reduzir a chikungunya é eliminar criadouros do Aedes aegypti: evitar água parada em recipientes, manter reservatórios fechados, descartar lixo corretamente e reforçar a proteção individual com roupas longas, repelente e, quando possível, telas e mosquiteiros.

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