quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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BOMBA NA SUPREMA CORTE: “Relatório da PF é Nulo e Tem Interferência Estrangeira”, Dispara Moraes Após Contrato Milionário

A crise nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu um novo patamar. O ministro Alexandre de Moraes classificou formalmente como “nulo e imprestável” um relatório da Polícia Federal (PF) que aponta supostas trocas de mensagens entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O atrito ganhou força após vir à tona um contrato milionário entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. A parceria previa pagamentos mensais de R$ 3 milhões líquidos, totalizando cifras que poderiam alcançar R$ 131 milhões em três anos. Documentos indicam que mais de R$ 80 milhões já foram repassados até 2025 por serviços jurídicos e consultoria estratégica.

A polêmica também envolveu a verificação de metadados do contrato, que apontaram alterações atribuídas ao perfil do próprio ministro. O escritório justificou que Moraes foi consultado apenas para avaliar eventuais impedimentos legais, ressaltando que ele jamais julgou processos vinculados ao Banco Master.

A Defesa e os Alertas do Ministro

Em ofício enviado na segunda-feira (14) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, Moraes rejeitou as acusações e rechaçou as mensagens atribuídas a ele. O magistrado foi duro ao avaliar a origem da investigação:

“O documento é nulo e imprestável, contado, provavelmente, com auxílio de um órgão estrangeiro para tentar interferir diretamente nas eleições brasileiras de 2026.”

Entre os principais argumentos apresentados pela defesa, destaca-se a suposta quebra da cadeia de custódia dos dados — processo essencial para garantir a integridade de uma prova. De acordo com Moraes, a abertura e a finalização do arquivo ocorreram no mesmo dia nos computadores da corporação, sugerindo que o material pode ter sido produzido externamente e apenas inserido nos sistemas oficiais.

O ministro ainda relacionou o episódio a uma retaliação por sua atuação rigorosa em processos contra investigados por tentativa de golpe de Estado, além de questionar o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça.

O caso segue sob análise do STF para desenrolar os desdobramentos dessa crise institucional. Vale destacar que o relatório da PF não configura uma condenação, e todas as conclusões continuam sob forte contestação do ministro. (Com informações do portal Metrópoles)

Qual é a sua opinião sobre esse embate institucional no Supremo Tribunal Federal?

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