O mercado financeiro brasileiro opera em ritmo de forte cautela nesta terça-feira (16). Após abrir o dia em leve baixa — impulsionado pelo otimismo global com o acordo preliminar de paz assinado entre Estados Unidos e Irã —, o dólar inverteu o sinal e passou a subir frente ao real. Os investidores adotaram uma postura defensiva enquanto aguardam a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e acompanham as reuniões sobre as taxas de juros.
Perto do final da manhã, a moeda americana operava em alta de 0,12%, cotada a R$ 5,0671 para a venda. No pregão anterior, de segunda-feira (15), o dólar comercial já havia fechado com uma valorização de 0,11%, negociado a R$ 5,0666.
Banco Central Entra em Ação e Petrobras Pressiona a Bolsa
Para conter a volatilidade do câmbio e rolar os vencimentos de contratos que expiram no início de julho, o Banco Central programou um leilão de até 60 mil contratos de swap cambial para o final da manhã.
Enquanto o dólar ganha força, o mercado de ações sofre perdas:
- A queda do Ibovespa: O principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) registrava recuo de 0,55%, operando na casa dos 169.469,41 pontos, perdendo o patamar histórico dos 170 mil pontos.
- O peso do petróleo: A desvalorização é liderada pelas ações da Petrobras. A estatal sofre o impacto direto do recuo nos preços do barril de petróleo no mercado internacional, que despencaram após os primeiros sinais de trégua nos conflitos do Oriente Médio.
Os investidores seguem recalibrando suas carteiras minuto a minuto, divididos entre o alívio geopolítico externo e as incertezas fiscais e políticas do cenário interno.
Você acha que o dólar vai continuar subindo nos próximos dias por causa do cenário político nacional ou a Bolsa deve se recuperar com o fim dos conflitos no Oriente Médio?
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