Os bastidores políticos de Mato Grosso do Sul ganharam força total. Durante o 4º Congresso dos Municípios de MS, em Campo Grande, o ex-governador Reinaldo Azambuja confirmou oficialmente que colocou seu nome à disposição do partido para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026.
Além de cravar seus planos eleitorais, Azambuja fez duras críticas à centralização de recursos em Brasília e saiu em defesa direta dos prefeitos, que, segundo ele, vivem um cenário de “asfixia financeira” sufocante.
A Crise nos Municípios: Mais Obrigações e Menos Dinheiro
Azambuja alertou que as prefeituras enfrentam o pior momento dos últimos anos. O motivo é uma combinação destrutiva para o caixa das cidades: a queda drástica em receitas importantes, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o ICMS, somada ao aumento de despesas obrigatórias.
“O prefeito não consegue tapar buraco, iluminar a rua, pôr remédio no posto e não consegue colocar médico para atender a população se o recurso não chega”, disparou o ex-governador.
Ele defendeu com urgência um novo pacto federativo para transferir o dinheiro de Brasília para onde as pessoas realmente vivem. Azambuja também criticou a criação de pisos salariais nacionais pelo Congresso sem o envio da verba para o custeio.
Defesa da Liberdade Econômica e Alerta Sobre a Escala 6×1
Sempre alinhado ao setor produtivo, o pré-candidato ao Senado opinou sobre temas polêmicos da economia nacional:
- Escala 6×1: Mostrou-se preocupado com o debate e defendeu que o governo não deve interferir na jornada de trabalho. “O patrão e o empregado é que têm que decidir o que é melhor para cada um deles”, afirmou, alertando sobre riscos de desemprego em pequenas empresas.
- Reforma Tributária: Demonstrou forte temor de que estados grandes produtores e de menor consumo interno, como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, saiam prejudicados e percam arrecadação.
O Plano de Voo para 2026: “Quero Ser o Senador dos Municípios”
Ao projetar a disputa pelas cadeiras do Senado, Reinaldo destacou que a prioridade do grupo político é blindar e manter o apoio à gestão do atual governador Eduardo Riedel.
Sem salto alto, ele avisou que “ninguém tem vaga garantida” e que a chapa majoritária será definida com base em pesquisas internas e alianças. Caso conquiste a vaga no Congresso Nacional, Azambuja listou suas metas prioritárias:
- Revisão da tabela do SUS: Para desafogar os hospitais municipais;
- Infraestrutura Logística: Foco total na expansão de ferrovias e hidrovias para escoar a produção;
- Bandeira Municipalista: Criar leis que garantam maior autonomia financeira para as prefeituras trabalharem na ponta.
Você acha que Reinaldo Azambuja é um nome forte para representar Mato Grosso do Sul no Senado ou prefere ver rostos novos na política do estado em 2026?
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