A Prefeitura de Dourados intensificou nesta quarta-feira, 15/04/2026, as ações de combate à chikungunya e vistoriou 1.354 imóveis em diferentes bairros da cidade. Durante o mutirão, equipes do Centro de Controle de Zoonoses identificaram 24 focos do mosquito Aedes aegypti e encontraram 204 imóveis fechados, situação que preocupa as autoridades sanitárias.
Dourados amplia vistorias para frear avanço da chikungunya
As ações estão sendo coordenadas pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado para estruturar a resposta do município ao avanço da chikungunya. O trabalho foi concentrado em bairros com maior incidência da doença.
Entre as regiões atendidas estão Santa Maria, Santa Hermínia, Jardim Maracanã, Monte Sião, Jardim Canaã 1, Monte Líbano, Piratininga, Pelicano e áreas próximas.
Imóveis fechados preocupam e já geram notificações
Do total de imóveis vistoriados no dia, 204 estavam fechados. A situação acendeu alerta na Secretaria Municipal de Saúde, que já iniciou a notificação de proprietários para que providenciem limpeza e permitam o acesso das equipes de combate às endemias.
Segundo a prefeitura, após a notificação pode haver aplicação de multa. Em casos mais graves, o município poderá solicitar apoio da Defesa Civil para entrada forçada nos imóveis.
Equipes encontraram focos e aplicaram tratamento químico
Durante os trabalhos, 70 agentes identificaram 24 focos do mosquito transmissor da chikungunya e emitiram 56 notificações. Também foi realizado tratamento químico em 64 depósitos com potencial para abrigar criadouros do Aedes aegypti.
Em outra frente, o Centro de Controle de Zoonoses aplicou larvicida com veículo Leco em 126 quarteirões de bairros como Monte Sião, Jardim Carisma, Parque dos Coqueiros, Canaã III, Novo Horizonte, Cidade Jardim 1 e imediações.
Município também instala armadilhas contra o mosquito
Até quarta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde havia recebido 305 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), conhecidas como armadilhas. Desse total, 240 unidades já tinham sido instaladas.
As armadilhas foram distribuídas em localidades como Assentamento Santa Fé, Assentamento Santa Felicidade, Jóquei Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória, Parque do Lago I e II.
Atendimento de saúde segue reforçado nas aldeias
Enquanto o trabalho de vistoria avança nos bairros, equipes de saúde com apoio da Força Nacional do SUS seguem atendendo moradores da Reserva Indígena de Dourados.
Somente nesta quarta-feira, o Hospital Porta da Esperança atendeu 38 pacientes da Aldeia Bororó, 38 da Aldeia Jaguapiru, além de moradores dos assentamentos Boqueirão e Nhuvera. Também foram realizados atendimentos com coleta de exames PCR e remoções para unidades hospitalares.
Dourados confirma 8ª morte por chikungunya
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública confirmou a oitava morte por complicações da chikungunya em Dourados. A vítima era um homem de 63 anos, morador do Parque das Nações II, internado no Hospital Unimed.
Segundo o município, esse é o primeiro óbito de paciente que vivia fora da Reserva Indígena de Dourados.
Situação segue crítica nas aldeias de Dourados
Dados do informe epidemiológico desta quinta-feira, 16/04/2026, mostram que o cenário ainda é grave nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Até o momento, foram registrados 1.993 casos prováveis, 1.461 confirmados, 639 descartados e 532 em investigação.
Ao todo, o boletim soma 2.632 registros e 454 atendimentos hospitalares.
Com o avanço da chikungunya, Dourados mantém força-tarefa diária para reduzir focos do mosquito, ampliar o atendimento e pressionar proprietários de imóveis fechados a colaborar com o controle sanitário. O desafio agora é conter a transmissão em áreas mais críticas e evitar nova sobrecarga na rede de saúde.












