A CPI do Crime Organizado no Senado terminou sem relatório final após a rejeição, em 14/04/2026, do parecer apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O texto foi derrubado por 6 votos a 4 e incluía pedidos de indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Soraya Thronicke participou da votação e votou contra o relatório.
CPI do Crime Organizado terminou sem relatório final
Após horas de debate, a comissão rejeitou o parecer de Alessandro Vieira e encerrou os trabalhos sem aprovação de um texto final. A Agência Senado registrou que houve tentativa de destacar separadamente a parte dos indiciamentos, mas o pedido foi indeferido pelo presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), que submeteu o relatório integral à votação.
Com a derrota do parecer, a comissão foi encerrada sem documento conclusivo aprovado, o que esvaziou formalmente as propostas e encaminhamentos contidos no texto do relator.
Relatório pedia indiciamento de ministros do STF e de Paulo Gonet
O parecer de Alessandro Vieira propunha o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade. Esse ponto foi o principal foco de controvérsia na reta final da CPI.
A inclusão desses nomes foi criticada por integrantes da comissão e por setores que avaliaram que a medida extrapolava o foco original da investigação. Já o relator sustentou que as conclusões decorreram do material reunido ao longo dos trabalhos.
Soraya Thronicke votou contra o parecer
A senadora Soraya Thronicke, de Mato Grosso do Sul, participou da votação como titular e votou contra o relatório final. Reportagens publicadas após a sessão apontaram que a mudança na composição da CPI antes da deliberação influenciou o desfecho da votação.
No texto-base enviado, a atuação de Soraya é apresentada como decisiva para a rejeição do parecer e para o encerramento da CPI sem produto final. Essa interpretação integra a análise editorial do material original.
Votação expôs divisão política no Senado
A rejeição do relatório explicitou a divisão entre os senadores que defendiam levar adiante os pedidos de responsabilização e os que consideravam inadequada a inclusão de ministros do STF e do chefe da PGR no parecer final. A votação terminou em 6 a 4.
Também houve divergência sobre a condução da fase final da CPI, especialmente quanto à possibilidade de votar separadamente os trechos mais controversos e preservar outras conclusões da investigação. A Agência Senado informou que essa alternativa foi discutida, mas acabou não sendo adotada.
Efeito prático foi o encerramento da comissão sem consequência formal
Sem relatório final aprovado, a CPI terminou sem encaminhamento oficial das propostas legislativas, recomendações e pedidos de indiciamento que constavam no parecer de Alessandro Vieira. Essa consequência prática foi destacada tanto por veículos de imprensa quanto no texto-base enviado.
No material original, esse desfecho é interpretado como blindagem institucional e recuo político diante da crise gerada pelo conteúdo do relatório. Essa formulação, porém, tem caráter opinativo e, por isso, foi convertida aqui para um registro mais factual.
A rejeição do parecer encerrou a CPI do Crime Organizado sem texto final aprovado e transformou a votação em novo foco de tensão entre Senado, STF e governo. Em Mato Grosso do Sul, o voto de Soraya Thronicke entrou no centro do debate político por causa do peso que teve no resultado final da comissão.












