Um grupo de sócios do Corinthians protocolou nesta terça-feira (24/03/2026) um pedido de intervenção judicial na direção do clube. A iniciativa busca o afastamento do presidente Osmar Stabile e a nomeação de um interventor para comandar a administração em caráter temporário.
O pedido foi apresentado pelo coletivo “Salvem o Corinthians”, formado por torcedores e associados. Apesar de contar com apoio de simpatizantes, o documento foi assinado apenas por sócios, conforme as regras para esse tipo de representação.
Na argumentação, o movimento afirma que o clube vive um cenário que classificam como “sequestro político”, no qual estruturas internas dificultariam a fiscalização e a transparência. Também são citadas suspeitas e episódios recentes que, segundo os autores, justificariam a medida excepcional.
Além do presidente, a petição também menciona dirigentes ligados a órgãos internos do clube — como Conselho Deliberativo, Conselho de Orientação e Conselho Fiscal — sob a alegação de descumprimento estatutário e falhas de governança.
Entre os pontos usados como fundamento está uma reunião do Conselho ocorrida na segunda-feira (23), tratada pelo grupo como irregular e contrária ao estatuto. A crítica, segundo o que foi divulgado, teria respaldo de interpretações dentro do próprio Corinthians.
O pedido foi distribuído à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, em conexão com o processo do Regime Centralizado de Execuções do clube.
Além do afastamento do presidente e da nomeação de interventor, o grupo solicita um pacote de medidas para reorganizar a gestão e recuperar credibilidade, incluindo:
- contratação de um CEO profissional para condução executiva;
- contratação de auditoria independente;
- contratação de empresa de marketing para identificar oportunidades de mercado e aumento de receitas;
- realização de debates públicos sobre reforma estatutária e eventual adoção do modelo SAF, com posterior convocação de assembleia para votação.
O texto também pede a participação do Ministério Público de São Paulo no caso, lembrando que o órgão já havia aberto um procedimento para avaliar a possibilidade de intervenção judicial no clube.












