As eleições de outubro marcam um recorde histórico de inclusão no Brasil. De acordo com dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1.970.165 eleitores com deficiência estão aptos a votar neste pleito.
O número representa um crescimento expressivo de 42% em comparação com as eleições gerais de 2022, quando o país registrava 1.381.348 eleitores nessa condição. Desse total, o grupo com deficiência visual passou de 214.088 para 319.489 pessoas cadastradas.
Para garantir que todos exerçam a cidadania com autonomia, a Justiça Eleitoral expandiu a infraestrutura de atendimento. O total de seções eleitorais principais com acessibilidade saltou de 156.296 em 2022 para 220.577 neste ano, um avanço de 41%.
Recursos Tecnológicos e Suporte na Hora do Voto
As urnas eletrônicas e os locais de votação contam com ferramentas adaptadas para diferentes necessidades:
- Deficiência Visual: A urna possui sistema de áudio integrado. O eleitor pode utilizar fones de ouvido fornecidos pelo TSE para ouvir as instruções e o passo a passo da votação. O teclado também conta com identificação em Braille e relevo na tecla 5 para orientação tátil.
- Deficiência Auditiva: O sistema disponibiliza intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) diretamente na tela da urna.
- Auxílio de Acompanhantes: Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida têm o direito de contar com o suporte de uma pessoa de confiança na cabine de votação, podendo inclusive receber ajuda para digitar os números, com registro obrigatório na ata da mesa.
- Atendimento Prioritário: A legislação assegura preferência na fila para votação, além de permitir a entrada de cães-guia nas seções eleitorais e o uso do Braille ou assinatura tradicional no caderno de votação.
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