A Prefeitura de Corumbá informou que vai buscar apoio das Forças Armadas para reforçar o combate ao surto de chikungunya no município. O prefeito Gabriel Alves de Oliveira (PSB) afirmou que está em contato com o 6º Distrito Naval e com o Exército Brasileiro para estruturar uma atuação conjunta no enfrentamento ao mosquito transmissor.
Até terça-feira (31), Corumbá contabilizava 391 casos prováveis, 364 notificações suspeitas e 27 confirmações da doença, segundo o balanço citado na gestão municipal. O prefeito declarou que o município já mantém um comitê de resposta ao surto com participação de várias secretarias e que o próximo passo é ampliar a capacidade de ação com apoio externo.
Segundo Gabriel, o comitê reúne equipes das secretarias de Saúde, Educação, Assistência Social e Obras, e as reuniões com as instituições militares já estão sendo agendadas para alinhar medidas de controle e prevenção. “A ideia é unir esforços para que o mosquito não vença a cidade”, disse o prefeito ao comentar o planejamento.
Pressão nas UPAs e sala de hidratação
A demanda por atendimento em Corumbá se concentra principalmente nos casos de urgência e emergência, atendidos nas UPAs do município. Além da população local, a rede também recebe pacientes de Ladário e de regiões de fronteira, o que aumenta a pressão sobre os serviços. O prefeito informou que foi aberta mais uma sala de hidratação como medida de reforço, ainda que a estrutura não tenha sido utilizada no nível inicialmente temido.
Alerta para dengue
O município também registrou a primeira morte suspeita por dengue em 2026, envolvendo uma adolescente de 13 anos, de nacionalidade boliviana, que deu entrada em estado grave no Pronto-Socorro na segunda-feira (30). O caso segue sob apuração e reforça o cenário de atenção para doenças transmitidas pelo mosquito.
Situação em MS
Em Mato Grosso do Sul, o surto atinge diversas cidades. Dados citados no panorama estadual apontam que 14 municípios estariam em situação de epidemia, com incidência acima de 300 casos por 100 mil habitantes. O Estado soma 3.665 casos prováveis e sete mortes em 2026, com aumento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado. Já em Campo Grande, a secretaria municipal afirma que o cenário está controlado, com poucos registros confirmados até aqui.












