A reta final da corrida presidencial ganhou novos contornos de tensão jurídica. A equipe jurídica do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), apresentou um pedido formal de prisão preventiva contra George Marques da Silva e Silva, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
A ação no Ministério Público Eleitoral ocorreu após o servidor compartilhar uma publicação polêmica nas redes sociais.
O Desdobramento do Caso
Na última sexta-feira (25), o servidor da Secom republicou uma mensagem que orientava usuários a não divulgarem retratações e a continuarem propagando um boato envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida. Embora a postagem tenha sido apagada posteriormente, o estrago digital mobilizou a equipe do candidato.
O conteúdo falso em questão tenta associar Flávio e o PL à intenção de retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. No entanto, a Justiça Eleitoral já havia considerado a informação inverídica, determinando a remoção de publicações com esse teor.
“A conduta do servidor contribuiu para manter a informação falsa em circulação durante a reta final da disputa presidencial”, argumentou a defesa e a campanha do candidato no pedido protocolado na Justiça Eleitoral.
O boato remonta a uma proposta apresentada na Câmara dos Deputados no já distante ano de 2007, que visava alterar referências religiosas, mas que acabou rejeitada em comissão e definitivamente arquivada no ano seguinte.
A Defesa do Servidor
Após a repercussão negativa e a pressão da campanha adversária, George Marques se manifestou publicamente sobre o ocorrido. O coordenador da Secom negou intenção dolosa e justificou o ato como um equívoco operacional:
“Não concordo com o conteúdo compartilhado e disse não se lembrar de ter feito a republicação. Caso tenha compartilhado a mensagem, isso teria ocorrido por engano enquanto republicava outros conteúdos em sequência”, declarou.
Cabe agora à Justiça Eleitoral analisar o pedido de prisão preventiva e definir os próximos passos dessa investigação que mexe com os bastidores da política nacional.
Qual é a sua opinião sobre essa medida drástica tomada pela campanha? Acha que a punição para disseminação de fake news deve ser mais rigorosa? Deixe seu comentário abaixo!
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