A perda trágica de uma mãe para a violência doméstica deixa marcas profundas, mas o apoio social tem sido um pilar essencial para que famílias consigam reestruturar suas vidas com dignidade. Em Mato Grosso do Sul, os programas de transferência de renda e acolhimento geridos pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead) estão garantindo suporte financeiro e psicológico imediato para os filhos de vítimas de feminicídio e mulheres sobreviventes de agressões.
Um exemplo real desse amparo acontece no Pantanal. Após presenciarem o assassinato da mãe de 22 anos em uma fazenda em Corumbá, um menino de 6 e uma menina de 8 anos foram acolhidos pela avó materna. Hoje, para conseguir cuidar dos netos em tempo integral e garantir a segurança alimentar da casa, a tutora conta com o suporte financeiro de dois importantes programas estaduais.
Programas Recomeços e Mais Social Garantem Renda Imediata
A família recebe mensalmente o auxílio de R$ 1.621,00 por meio do programa Recomeços, criado para assistir financeiramente e garantir acompanhamento psicossocial a crianças e adolescentes que perderam as mães de forma violenta. Além desse valor, a avó conta com o cartão do programa Mais Social, que injeta mais R$ 450,00 por mês exclusivamente para a compra de alimentos e itens de primeira necessidade.
“A minha história é de muita luta e sofrimento, mas estou tendo apoio. O governo me atendeu ali, não demorou. Hoje eu não posso trabalhar porque preciso cuidar deles, sou só eu por eles. Mas o governo não se esqueceu de mim”, relatou a avó, que mantém a identidade em sigilo para a proteção dos menores. O autor do crime segue preso aguardando julgamento.
Reestruturação de Lares e Combate à Violência
O programa Recomeços, instituído na gestão do governador Eduardo Riedel, atua em duas frentes urgentes de proteção às vítimas de violência doméstica:
- Órfãos do Feminicídio: Oferece bolsas mensais, além de atendimento médico e suporte psicológico na rede de ensino para os filhos das vítimas.
- Sobreviventes de Agressão: Paga um salário mínimo mensal para mulheres que estão deixando as Casas Abrigo (após cessar o risco de morte) e repassa um adicional de até quatro salários mínimos para que elas possam comprar móveis e mobiliar o novo lar de forma independente.
Atualmente, o programa atende 22 beneficiários diretos entre mulheres e crianças na linha de frente do recomeço de suas vidas. Já o Mais Social estende sua rede de proteção prestando socorro a mais de 26 mil famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica por todo o território sul-mato-grossense.
Você acredita que o pagamento de auxílios financeiros e o suporte psicológico por parte do Estado são eficientes para proteger o futuro dos filhos de vítimas de feminicídio?
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