O ministro Kassio Nunes Marques, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), avalia reverter o seu afastamento e voltar a participar dos julgamentos relacionados à investigação do Banco Master após o encerramento das eleições.
Na sessão realizada na última terça-feira (15), o magistrado optou por se declarar impedido de votar. A decisão ocorreu em meio a repercussões de relatórios que mencionavam mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-diretor jurídico Luiz Rennó, além de diálogos que citavam pagamentos direcionados ao seu filho, o advogado Kevin Marques.
O Motivo Do Afastamento Temporário
Aos seus interlocutores, o ministro esclareceu que a escolha de ficar de fora daquele julgamento específico teve um caráter estritamente conjuntural. O objetivo principal foi evitar qualquer tipo de ruído político ou impacto eleitoral, visto que o seu cargo no comando da Corte Eleitoral exige total imparcialidade frente à disputa em curso.
“Meu filho nunca prestou serviço ao banco e nem foi remunerado pelo banco. Isso é fato, meu sigilo já foi quebrado”, declarou o ministro no plenário, ressaltando ainda que jamais conversou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A defesa jurídica de Kevin Marques também se manifestou oficialmente por meio de nota:
“O advogado Kevin Marques não prestou serviço ao Banco Master nem recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro. Como informado anteriormente, o advogado Kevin Marques recebeu R$ 281,6 mil da Consult, empresa à qual prestou serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa. A atuação profissional do advogado Kevin Marques em favor da Consult não tem qualquer relação com o Supremo.”
Isenção E Próximos Passos Na Corte
Rejeitando teses de que sua ausência pudesse gerar nulidades processuais para beneficiar os investigados, Kassio reforçou que sua conduta passada comprova o rigor de sua atuação na justiça.
“Eu tenho absoluta isenção, e a minha isenção está calcada e absolutamente comprovada. Se eu me sentisse desconfortável ou cooptado, jamais teria votado pela confirmação da prisão de Daniel Vorcaro, de seu pai ou de outras pessoas envolvidas”, pontuou o ministro.
Caso o tema retorne à pauta de julgamentos do STF após o mês de outubro, a tendência é que o magistrado recupere a plena participação nas análises que envolvem o desdobramento das apurações do caso.
Qual é a sua opinião sobre a decisão do ministro Kassio Nunes Marques de reavaliar sua participação nesses julgamentos após o período eleitoral?
Deixe o seu comentário abaixo e compartilhe imediatamente esta notícia com amigos, familiares e nas suas redes sociais para manter todos informados sobre os desdobramentos no Supremo!







