A pré-candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal continua confirmada pelo Partido Liberal (PL), mesmo após os recentes atritos públicos envolvendo a família do ex-presidente. A declaração oficial foi feita pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
O anúncio busca afastar os rumores de desistência que surgiram depois que a ex-primeira-dama publicou um vídeo desabafando sobre desentendimentos com o enteado.
O Que Diz A Liderança Do PL sobre Michelle Bolsonaro
De acordo com Rogério Marinho, o partido enxerga Michelle como uma peça estratégica de alto impacto eleitoral para as eleições:
“Até agora sim, o partido tem interesse na candidatura dela. Está pontuando muito bem nas pesquisas, é um quadro extremamente importante pra nós, tem uma relevância não só no DF, mas em todo o Brasil. […] Mas é claro que ela que precisará falar a respeito num momento oportuno.” — Rogério Marinho (PL-RN)
Apesar do convite feito para a convenção nacional do partido, marcada para este sábado (25), interlocutores do PL avaliam internamente que a ex-primeira-dama pode não comparecer. A tensão aumentou após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro ter classificado, em entrevista ao portal Metrópoles, como “imaturidade” as críticas feitas por Michelle a Flávio.
Por outro lado, o evento promete projeção internacional: o PL articula a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, tido como um dos principais aliados do grupo político no exterior.
Bastidores Da Campanha: Busca Por Tempo De TV E Definição Da Vice
Com menos tempo de propaganda na TV do que seus principais adversários, a cúpula do PL — formada por Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto — corre contra o tempo para fechar alianças com partidos do Centrão, como União Brasil, PP e Republicanos.
A escolha da vaga de vice na chapa presidencial depende diretamente desses acordos. A preferida de Flávio é a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques (atualmente no Republicanos).
Sobre a busca por uma representação feminina na chapa, Marinho destacou os critérios da escolha:
“Primeiro precisamos definir quais são os partidos que estarão conosco. Nós sabemos que é importante termos uma mulher, mas não uma mulher por ser mulher, em função do gênero, mas alguém que tenha representatividade, legitimidade e capacidade de interlocução, que consiga se comunicar da maneira adequada com o eleitorado feminino.” — Rogério Marinho (PL-RN)
Sobre a relevância da coligação com outros partidos e do tempo de tela na rádio e na televisão, o coordenador reforçou:
“Temos interesse, evidente. É muito importante pra nós [o apoio], porque o tempo de televisão permite que a campanha possa mostrar o seu candidato, mostrar de que forma ele se comportará no exercício da Presidência da República, responder críticas e ser absolutamente transparente para com a sociedade…” — Rogério Marinho (PL-RN)
Além do tempo de rádio e TV, o partido foca na estruturação de ao menos 20 palanques estaduais fortes em aliança com lideranças regionais para alavancar a candidatura nacional.
(Fonte das informações originais: declarações concedidas ao Jornal de Brasília e reportagens da Folha de S.Paulo e Metrópoles).
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