sexta-feira, 04 de setembro de 2026
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Escândalo no STJ: Os Auxiliares de Marco Buzzi Sabiam de Assédio Desde 2023 e Criaram “Força-Tarefa” Para Proteger Servidora

Novos desdobramentos de um processo administrativo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) revelam um cenário alarmante nos bastidores do gabinete do ministro Marco Buzzi. Documentos obtidos e divulgados inicialmente pela CNN Brasil apontam que os próprios funcionários do magistrado tinham pleno conhecimento das denúncias de importunação sexual feitas por uma servidora e agiam secretamente para protegê-la.

Os depoimentos colhidos pelo Ministério Público Federal (MPF) mostram que a equipe do gabinete adotou uma série de táticas de segurança para evitar que a vítima ficasse sozinha com o ministro, muito antes de o caso vir a público.

Estratégias de Proteção e Medo de Demissão

De acordo com as testemunhas ouvidas no processo, a servidora relatava frequentemente episódios de assédio, que envolviam comentários de conotação sexual e toques inadequados. O clima de tensão era evidente: colegas relataram ter visto a funcionária chorando e saindo do gabinete profundamente abalada em diversas ocasiões.

Para tentar conter a situação e resguardar a colega — que temia formalizar a denúncia por medo de represálias e demissão —, os servidores organizaram uma rede de apoio que incluía:

  • Troca de turnos: Alterações de horários para garantir que ela nunca ficasse sozinha na sala com Buzzi.
  • Portas abertas: Manter a porta do gabinete totalmente aberta sempre que a servidora precisasse despachar com o ministro.
  • Substituição de funções: Designação de outros funcionários para atender às demandas diretas do magistrado.

Em um dos relatos mais marcantes, a servidora chegou a recusar uma promoção temporária para o cargo de assistente de plenário. Segundo o processo, ela afirmou categoricamente que “preferia ser demitida a assumir funções que exigissem maior contato físico ou convivência mais próxima com o ministro”.

Outra testemunha revelou que também já havia sido alvo de comentários inadequados por parte de Marco Buzzi e que orientou a colega a ser firme para impor limites.

MPF Pede Aposentadoria Compulsória

O caso está em fase avançada na esfera administrativa. No dia 3 de julho, o MPF apresentou suas alegações finais sustentando que há provas robustas que comprovam as acusações de duas denunciantes (a servidora do tribunal e a filha de um casal de amigos do magistrado).

Posicionamento do MPF: O órgão recomenda formalmente a punição de aposentadoria compulsória — a pena administrativa mais grave aplicável a um magistrado — para o ministro Marco Buzzi.

Próximos Passos do Processo

Com a manifestação do MPF, o rito processual seguirá os seguintes prazos:

  1. Defesa: A equipe jurídica do ministro tem o prazo de 10 dias para apresentar suas alegações finais.
  2. Julgamento: Após a entrega dos documentos da defesa, o caso será levado a julgamento definitivo no plenário do STJ.

Na esfera penal, as investigações correm em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Nunes Marques. As provas compartilhadas pelo STJ já estão com a Suprema Corte, mas o inquérito criminal ainda não teve novos desdobramentos.

O Outro Lado: O Que Diz a Defesa do Ministro?

Os advogados que representam o ministro Marco Buzzi contestam as acusações e criticaram a exposição do caso pela mídia. Em nota oficial emitida à imprensa, a defesa declarou:

“Lamentamos o vazamento de informações sigilosas dos autos, que expõem aspectos pessoais das partes envolvidas. A conduta adotada desde o início do processo foi respeitosa, sem divulgação pública de documentos, laudos ou informações referentes às denunciantes.”

A nota conclui afirmando que o ministro “segue confiante no esclarecimento das acusações, com o levantamento de provas que reforçam a inverdade das denúncias”, e que a defesa trabalha para apresentar suas alegações finais rigorosamente dentro do prazo legal.

Qual é a sua opinião sobre o desdobramento deste caso envolvendo uma das mais altas cortes do país? Você acha que as medidas de proteção adotadas pelos colegas de gabinete foram corretas? Deixe o seu comentário abaixo e participe do debate!

Não se esqueça de compartilhar esta matéria imediatamente em suas redes sociais e grupos de WhatsApp para que mais pessoas se mantenham informadas sobre este caso de repercussão nacional.

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