O mercado financeiro começou o mês de junho em clima de forte instabilidade. Diante do agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, as bolsas globais tremeram. No Brasil, o principal índice da bolsa de valores enfrentou o seu quinto dia seguido de perdas, enquanto o dólar pegou o caminho inverso e fechou em queda, impulsionado pela disparada do petróleo.
Entenda abaixo os principais pontos que movimentaram o mercado nesta segunda-feira (1º).
Ibovespa Desaba e Amarga 5ª Queda Consecutiva
O Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira (B3), fechou o dia em queda de 0,91%, caindo para 172.197 pontos. Esta é a menor pontuação registrada desde o dia 21 de janeiro deste ano.
O recuo foi motivado pela cautela dos investidores internacionais. Com o Irã suspendendo as negociações com os Estados Unidos, o risco global aumentou, fazendo o mercado fugir de países emergentes como o Brasil para buscar investimentos mais seguros.
- Quem caiu: As ações de grandes mineradoras e do setor bancário lideraram as perdas do dia.
- Quem subiu: Os papéis da Petrobras fecharam em alta expressiva, segurando uma queda ainda maior do índice, beneficiados diretamente pelo mercado do petróleo.
Dólar Recua e Fecha Cotado a R$ 5,02
Mesmo com a alta do dólar no cenário internacional frente a outras moedas fortes (índice DXY), o real conseguiu se valorizar. A moeda norte-americana encerrou o pregão em queda de 0,39%, vendida a R$ 5,023.
O recuo acontece após o dólar acumular uma alta de 1,82% em maio. No acumulado do ano, a moeda já registra uma desvalorização de 8,5% frente ao real. O principal motivo para essa queda foi a forte entrada de capital estrangeiro no país, impulsionada pelas exportações de commodities.
Barril do Petróleo Dispara com Ameaça no Estreito de Ormuz
O grande estopim do dia foi o mercado de energia. O petróleo disparou após o anúncio de que o Irã avalia bloquear o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte da commodity.
- Petróleo Brent (Referência Mundial): Subiu 4,2%, fechando cotado a US$ 94,98 o barril.
- Petróleo WTI (Norte-Americano): Avançou 5,5%, encerrando o dia a US$ 92,16 o barril.
Os preços chegaram a subir mais de 6% durante o dia, mas recuaram levemente após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que mantém contatos diplomáticos para conter a escalada do conflito na região.












