A Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o ex-diretor da Penitenciária Estadual de Dourados (PED), o policial penal Rangel Schveiger. Ele é apontado como o principal beneficiário de um esquema de corrupção que movimentou R$ 300 mil em propinas para garantir regalias a detentos, incluindo o monopólio do tráfico de drogas dentro do estabelecimento prisional e a permissão para a entrada de uma arma de fogo.
Além do ex-diretor, outras dez pessoas também viraram rés no mesmo processo, entre elas servidores públicos, advogados e suspeitos de integrar organizações criminosas. Os envolvidos respondem, de acordo com o grau de participação de cada um, por crimes como corrupção ativa e passiva, organização criminosa, advocacia administrativa, favorecimento real, violação de sigilo profissional e fraude em licitações.
Origem Das Investigações
O caso veio à tona como desdobramento da Operação Sátrapa, deflagrada em fevereiro de 2025 pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO). Com o avanço das apurações sobre irregularidades na administração da PED, Rangel Schveiger foi imediatamente afastado do cargo de direção. A denúncia foi formalmente aceita em 28 de julho de 2026 pelo juiz Marcel Goulart Vieira, titular da 2ª Vara Criminal de Dourados.
O Outro Lado
Em sua defesa, o ex-diretor declarou que ainda não foi formalmente citado pela Justiça e negou veementemente qualquer irregularidade:
“Sua atuação à frente da unidade sempre ocorreu dentro da lei e dos deveres do cargo público.”
Até o momento, as defesas dos demais investigados e citados no processo não foram localizadas pela reportagem.
Qual é a sua opinião sobre o avanço das investigações e a punição de servidores públicos envolvidos com o crime organizado?
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