A calmaria durou pouco para o mercado global de energia. Nesta quinta-feira (1), o preço do barril de petróleo Brent voltou a ultrapassar a barreira psicológica de US$ 100, registrando uma alta de 2,1% (cotado a US$ 100,09), enquanto o WTI nos Estados Unidos avançou 2,28%, alcançando US$ 92,48.
O principal gatilho para essa reviravolta foi a decisão drástica da China, que decidiu fechar a torneira das exportações de derivados de petróleo para proteger seu mercado interno.
O Que Aconteceu?
As refinarias chinesas suspenderam por tempo indeterminado os embarques externos de diesel, gasolina e combustível de aviação, exceto para Hong Kong e Macau. Diante das incertezas no cenário global, a prioridade máxima de Pequim passou a ser garantir o abastecimento doméstico e evitar desabastecimento em seu território.
Essa manobra reduziu drasticamente a oferta internacional em um momento em que o mercado já sofria com gargalos severos:
- Conflitos e ataques: A capacidade de refino global vinha sendo comprimida por ataques a refinarias russas e tensões contínuas no Oriente Médio.
- Tensão geopolítica: Investidores seguem em alerta máximo com as negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã, o que eleva o risco sobre rotas comerciais vitais de petróleo.
O Impacto no Brasil
Com a cotação internacional em alta, acendem-se os alertas sobre possíveis reflexos nos preços internos dos combustíveis. Contudo, em pronunciamento oficial destacado pelo governo brasileiro e divulgado pela Agência Brasil, a tranquilidade foi mantida em relação ao curto prazo:
“O abastecimento de diesel está garantido para outubro, com oferta prevista ligeiramente superior à demanda e estoques estimados em cerca de 15 dias de consumo.”
O que você acha dessa medida adotada pela China e como isso pode pesar no seu bolso?
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