A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ampliou de forma expressiva o leque de tratamentos injetáveis contra o diabetes tipo 2 e a obesidade no Brasil. Impulsionado pelo fim da patente do Ozempic em março, o mercado nacional recebeu 12 novas canetas emagrecedoras aprovadas em 2026 — sendo dez opções à base de semaglutida e duas de liraglutida.
A multiplicação de marcas e a chegada de genéricos e similares reduzem os custos para os pacientes, mas especialistas alertam que os produtos não são intercambiáveis e exigem rigoroso acompanhamento médico.
O que dizem os especialistas
A escolha do medicamento ideal não deve ser guiada apenas pelo preço ou pela popularidade. Condições de saúde pré-existentes, histórico clínico e a capacidade de manter o tratamento a longo prazo são fatores decisivos.
“A gente precisa avaliar várias coisas, principalmente as comorbidades que o paciente possui. Se é um paciente obeso e diabético, se é um paciente obeso com problemas no fígado ou com problemas cardíacos. Nem sempre a transição é possível”, destaca a endocrinologista Alana Rocha, professora de endocrinologia da Afya Educação Médica Vitória.
A endocrinologista Bruna Marinho, coordenadora do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital Felício Rocho, reforça que a obesidade e o diabetes são condições crônicas que exigem tratamentos contínuos por meses ou anos. Um medicamento de alta potência pode não ser viável se o paciente não conseguir arcar com os custos de forma sustentável ao longo do tempo.
O impacto no bolso do consumidor
Com a quebra de exclusividade da Novo Nordisk, o cenário de preços começa a mudar drasticamente nas farmácias brasileiras:
- Ozempic (Referência): Comercializado entre R$ 975 e R$ 999, dependendo da dosagem.
- Ozivy (Primeiro similar aprovado): Chegou ao mercado com valores entre R$ 452 e R$ 498.
- Genéricos: Pela legislação brasileira, devem custar pelo menos 35% a menos que o medicamento de referência, com estimativas iniciais variando entre R$ 293 e R$ 323.
As demais opções recém-aprovadas ainda aguardam a definição oficial de preços pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) antes de chegarem às prateleiras.
Qual é a sua opinião sobre a chegada dessas novas opções mais acessíveis para o tratamento da obesidade e diabetes? Você acha que isso vai facilitar o acesso à saúde?
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