sábado, 05 de setembro de 2026
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Por Que o Recorde de Candidatas Mulheres Ainda Não Garante Cadeiras na Política?

O número de mulheres que disputam vagas na Câmara dos Deputados disparou quase 1.000% nas últimas duas décadas. No entanto, esse crescimento expressivo não se traduziu na mesma proporção dentro do Legislativo. É o que revela o novo Portal da Classe Política, lançado pelo INCT-ReDem e pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Abaixo, explicamos os principais pontos desse levantamento e o que impede a verdadeira igualdade de gênero nas urnas.

Os Números da Desigualdade Eleitoral

Os dados mostram um abismo entre a intenção de voto e o resultado final nas urnas eletrônicas:

  • Explosão de candidaturas: Entre 1998 e 2022, o total de mulheres na disputa pela Câmara saltou de 358 para 3.668 — um impressionante avanço de 925%.
  • Ritmo lento de eleitas: No mesmo período, as deputadas federais eleitas passaram de 29 para 90. Embora seja um crescimento de 210%, o número é desproporcional ao total de candidatas.
  • Barreira dos 20%: Nas eleições de 2022, as mulheres conquistaram apenas 17,5% das vagas na Câmara e 17,8% nas assembleias estaduais.

O paradoxo das leis: Regras como a Lei das Cotas de Gênero exigem o piso de 30% de candidaturas femininas, mas os partidos políticos ainda falham em dar condições reais de disputa para que elas cheguem perto da paridade de 50%.

Por Que as Mulheres Ainda Não Ocupam Esses Espaços?

De acordo com o cientista político Nilton Sainz, coordenador da pesquisa, as barreiras invisíveis estão dentro das próprias estruturas partidárias. Os principais motivos são:

  1. Falta de Verba Real: O financiamento de campanha é desigual. Enquanto homens recebem dinheiro direto, mulheres costumam receber recursos convertidos em materiais impressos (como santinhos e panfletos).
  2. Candidaturas “Laranja”: Muitas mulheres são registradas pelos partidos apenas para cumprir a cota obrigatória por lei, sem receber apoio estrutural ou financeiro para viabilizar a vitória.
  3. Exclusão Interna: Mulheres são frequentemente afastadas dos cargos de liderança nos partidos, o que reduz seu tempo de TV e visibilidade.

O Impacto Direto no Seu Dia a Dia

A ausência de mulheres no poder afeta diretamente as leis do país. Sem representatividade, pautas urgentes perdem espaço no orçamento público, tais como:

  • Combate ao feminicídio e à violência doméstica;
  • Criação e ampliação de creches;
  • Políticas públicas de saúde e assistência.

Sobre o Portal da Classe Política

A plataforma reúne dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 14 eleições (de 1998 a 2024). Ela permite que qualquer cidadão consulte de forma visual o perfil dos candidatos, patrimônios declarados e taxas de reeleição nos níveis municipal, estadual e federal, tornando o processo democrático mais transparente.

O que você achou desses dados? Acredita que os partidos deveriam ser punidos de forma mais severa pelo uso de candidaturas “laranja”?

Deixe seu comentário abaixo com a sua opinião e compartilhe este artigo agora mesmo nas suas redes sociais para espalhar essa discussão essencial!

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