domingo, 08 de novembro de 2026
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Cerco ao Mosquito: Força-Tarefa Vistoria Mais de 2,7 Mil Casas e Destrói Focos do Aedes Aegypti em Reserva Indígena

Uma grande ofensiva de saúde pública foi montada para conter o avanço das arboviroses em Dourados. Entre os dias 8 e 12 de junho, equipes de agentes de combate a endemias, coordenadas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Polo Base Dourados — órgão vinculado à Sesai —, realizaram um verdadeiro pente-fino nas aldeias Bororó e Jaguapiru.

Ao todo, os agentes vistoriaram 2.706 residências e localizaram 617 focos ativos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e, principalmente, da febre chikungunya. Os resultados detalhados da operação foram divulgados nesta terça-feira (16) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE).

Varredura Contra os Criadouros e Tratamento Químico

Para garantir a eficiência das vistorias, a Reserva Indígena de Dourados foi mapeada e dividida em quatro grandes setores estratégicos. O trabalho de campo distribuiu-se da seguinte forma:

  • Bororó 1: 541 imóveis visitados;
  • Bororó 2: 817 imóveis visitados;
  • Jaguapiru 1: 514 imóveis visitados;
  • Jaguapiru 2: 834 imóveis visitados.

Durante os cinco dias de força-tarefa, as equipes enfrentaram o desafio de encontrar 358 casas fechadas. Nas residências inspecionadas, os agentes focaram na eliminação imediata dos criadouros: 2.241 caixas d’água foram vistoriadas e mais de 600 delas receberam tratamento químico. Ao todo, foram aplicadas 2.736 colheres dosadoras de larvicida em depósitos com potencial de acumular água, além do recolhimento de entulhos e materiais inservíveis que continham larvas, pupas ou ovos do mosquito.

Raio-X da Epidemia e Alerta para Nova Alta de Casos

Os dados do boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (15) mostram que a situação na Reserva Indígena ainda exige atenção máxima. Desde o início da crise de saúde, a comunidade indígena registrou 3.255 notificações de chikungunya, com 2.183 casos confirmados e 10 mortes trágicas causadas por complicações da doença.

No cenário geral de Dourados, os números impressionam:

  • Total de notificações: 9.621 registros na cidade;
  • Casos confirmados: 4.693 pacientes positivados;
  • Em investigação: 416 exames aguardando resultado laboratorial.

Após atingir uma queda expressiva na semana 22 (com o menor índice registrado, de 172 notificações), a curva voltou a subir na semana 23, registrando 194 novas notificações de chikungunya, o que reforça a importância das ações de bloqueio vetorial.

Apesar do repique nos registros, há uma excelente notícia no balanço: o número de pessoas internadas caiu para o menor nível desde o início do surto. Atualmente, os hospitais da cidade registram apenas 18 internações por complicações da doença, sendo 14 pacientes sob cuidados no Hospital Universitário (HU-UFGD), 2 no Hospital Cassems, 1 no Hospital Regional e 1 no Hospital Evangélico Mackenzie.

Você mora em Dourados ou na região da Reserva e tem percebido uma melhora na incidência de mosquitos após essas ações, ou acha que a população ainda precisa se conscientizar mais nos cuidados diários?

Deixe sua opinião aqui nos comentários e compartilhe esta matéria imediatamente no seu WhatsApp e nas redes sociais para alertar toda a comunidade na luta contra o mosquito!

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