A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) abriu oficialmente um processo ético-disciplinar contra o escritório Barci e Barci Sociedade de Advogados. A decisão foi tomada pelo presidente da seccional, Paulo Maurício Siqueira, em conjunto com a diretoria no Conselho Pleno.
O caso teve desdobramentos após a Polícia Federal extrair dados do celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, cujos sigilos foram revogados pelo ministro André Mendonça. Os relatórios apontam negociações envolvendo dois contratos direcionados à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Além da esposa do magistrado, o quadro societário da banca inclui os filhos do casal, Giuliana Barci de Moraes e Alexandre Barci de Moraes, além de Ana Claudia Consani de Moraes e Fernanda Ghiuro Valentini Fritoli. Paralelamente, a OAB-DF também iniciou uma apuração contra o advogado Ciro Soares, citado nas investigações como possível intermediário entre Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Posicionamentos Oficiais
Ao justificar o envio da apuração ao Tribunal de Ética, o presidente da seccional da OAB declarou:
“A advocacia não é meio para cometimento de crimes.”
Em resposta oficial divulgada à imprensa, o escritório Barci de Moraes repudiou a abertura do procedimento:
A banca lamentou que pontos previamente arquivados pela Procuradoria-Geral da República estejam sendo explorados em meio a disputas internas da entidade, cobrando publicamente uma retratação da presidência da seccional.
O processo seguirá tramitando sob sigilo legal para assegurar o amplo direito de defesa e a comprovação da regularidade dos serviços prestados, sem prazo definido para a conclusão do julgamento.
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