O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) sofreu uma nova derrota em Brasília. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou, por 9 votos a 4, uma nova suspensão de seu mandato por 60 dias.
A punição é o resultado de uma representação da Mesa Diretora da Câmara após o parlamentar desferir ataques verbais e ofensas pessoais de baixo calão contra o presidente da Casa, Hugo Motta.
O Que Motivou a Nova Suspensão de Pollon?
O processo teve como base um discurso inflamado de Marcos Pollon durante um protesto de rua em Campo Grande, realizado em agosto do ano passado. Na ocasião, o deputado cobrava publicamente a votação do projeto de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e direcionou xingamentos graves a Hugo Motta.
Entre as falas que constam no processo, Pollon declarou:
“A anistia está na conta da p… do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m?”
O relator do caso, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), rejeitou a defesa baseada na imunidade parlamentar. Segundo Maia, a liberdade de expressão não protege ataques pessoais que firam a dignidade do Congresso. Ele destacou que há uma clara diferença entre criticar posições políticas e proferir ofensas pessoais que não agregam nada ao debate público.
Histórico de Punições e Próximos Passos na Câmara
Essa é a segunda suspensão consecutiva aprovada contra o deputado em poucos meses:
- Maio de 2026: Pollon já havia sido suspenso por 60 dias por liderar a ocupação da Mesa Diretora do plenário em agosto de 2025. Ele recorreu desta primeira punição.
- Junho de 2026: Recebe a segunda recomendação de afastamento (mais 60 dias) pelas ofensas ao presidente da Câmara.
Em sua defesa após a votação, Marcos Pollon protestou contra a decisão do conselho, afirmando que a punição fere a instância máxima da representação popular e abre um precedente perigoso para as assembleias e câmaras municipais de todo o país.
O que vai acontecer agora? A decisão do Conselho de Ética não é imediata. A palavra final cabe ao Plenário da Câmara dos Deputados, onde o relatório precisará do voto favorável de pelo menos 257 parlamentares (maioria absoluta) para que o afastamento seja oficialmente aplicado.
Qual é a sua opinião sobre essa decisão do Conselho de Ética? Você acha que a imunidade parlamentar deve cobrir esse tipo de declaração ou a punição foi justa? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe esta notícia agora mesmo no WhatsApp com seus amigos para abrir o debate!











