O setor que mais cresce no agronegócio de Mato Grosso do Sul entrou na linha de fogo de uma disputa internacional. O novo pacote de taxas proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, pode frear o avanço bilionário da produção de etanol de milho no estado.
A medida foi anunciada após uma investigação do governo americano, que acusa o Brasil de concorrência desleal. O principal motivo de atrito é a diferença nas taxas: hoje, o Brasil cobra 18% de imposto sobre o etanol que vem dos EUA, enquanto o combustível brasileiro entra no mercado americano pagando apenas 2,5%. Se um acordo não for fechado, as novas barreiras comerciais podem começar a valer a partir do dia 15 de julho de 2026.
Mato Grosso do Sul no Centro da Disputa
O avanço rápido das usinas sul-mato-grossenses transformou o estado em um competidor direto dos Estados Unidos no mercado global de biocombustíveis. O anúncio da taxação acendeu o sinal de alerta em várias cidades que receberam investimentos pesados recentemente:
- Nova Alvorada do Sul: A gigante Atvos confirmou há pouco tempo a construção de sua primeira planta de processamento de grãos na Usina Santa Luzia.
- Jaraguari: Teve o anúncio de uma nova usina de R$ 300 milhões, com capacidade para produzir até 200 mil metros cúbicos de etanol por ano.
- Dourados, Sidrolândia, Maracaju e Chapadão do Sul: Cidades que concentram operações estratégicas de grandes líderes do setor, como a Inpasa e a Neomille/CerradinhoBio.
Por que o Brasil Virou Alvo dos EUA?
Segundo analistas da Sociedade Rural Brasileira, a modernização e a alta capacidade das indústrias do Centro-Oeste incomodaram os produtores norte-americanos. Além do etanol, a investigação dos EUA também critica as políticas brasileiras sobre o Pix, comércio digital, patentes e a fiscalização ambiental.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump chegaram a criar um grupo de trabalho para negociar o tema, mas as pressões políticas nos EUA aceleraram o processo de taxação. O setor produtivo de MS agora acompanha as decisões com apreensão, temendo que a briga entre os dois países prejudique os empregos e a industrialização no campo.
Como você acha que essa decisão do governo Trump vai afetar a economia e os empregos aqui no Brasil? O governo brasileiro deveria ceder ou manter as taxas sobre o etanol americano? Deixe seu comentário abaixo com a sua opinião e compartilhe esta notícia agora mesmo nas suas redes sociais!












