Durante agenda em Brasília, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou que deve subir no palanque da direita na eleição presidencial de 2026, indicou que apoiará o adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse não enxergar espaço para uma terceira via no próximo pleito. As declarações foram dadas em entrevista ao programa CB.Poder, do Correio Braziliense, na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026.
“Não vejo terceira via”, diz governador
Ao comentar o cenário nacional e a posição do PP, Riedel avaliou que a disputa deve repetir o padrão de polarização, com o PT de um lado e um candidato do campo conservador do outro. Segundo ele, a tendência é que haja mais de um nome da direita no primeiro turno, com convergência no segundo turno.
Sem oficializar apoio formal a um nome específico, o governador citou possíveis lideranças da direita que disputariam espaço no cenário nacional, entre elas Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Eduardo Leite (PSDB-RS).
Relação com Lula: divergência política, parceria administrativa
Apesar do alinhamento eleitoral ao campo da direita, Riedel afirmou que mantém uma relação institucional “de respeito” com o governo federal, destacando a existência de parcerias e diálogo em áreas como infraestrutura, habitação e programas sociais.
Cenário em MS: reeleição e disputa também deve ser polarizada
No plano estadual, o governador confirmou que é pré-candidato à reeleição e disse trabalhar para organizar uma coalizão de centro-direita em Mato Grosso do Sul. Para ele, a eleição local também tende a ocorrer em ambiente polarizado, com o PT buscando espaço no Executivo e no Senado.
Crítica ao debate nacional
Na entrevista, Riedel ainda defendeu que o debate político avance para uma agenda mais estruturante, com discussões mais aprofundadas sobre temas de interesse nacional.












