O preço do boi gordo segue estável na maior parte das regiões pecuárias monitoradas, com o mercado em equilíbrio entre oferta baixa de bovinos (que reduz pressão de queda) e escoamento lento de carne no mercado interno (que limita alta). Segundo a Scot Consultoria, o bom ritmo das exportações e o preço pago pela tonelada ajudam a sustentar as cotações.
Maioria das praças sem mudança e alta pontual
Das 33 regiões acompanhadas pela Scot, 23 não tiveram alteração nas referências na quinta-feira (19/03/2026) em relação ao dia anterior. Outras nove praças registraram alta, e apenas o oeste da Bahia teve queda.
Araçatuba e Barretos: referência em R$ 347/@ e escala média de seis dias
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP) — referência para o mercado — não houve variação diária para nenhuma categoria. O boi gordo permaneceu em R$ 347 por arroba (pagamento a prazo). As escalas de abate estavam, em média, em seis dias.
Abate recorde de fêmeas em 2025 e efeito no bezerro
Dados do IBGE divulgados nesta semana indicam que, no acumulado de 2025, foram abatidas 13,5 milhões de vacas adultas e 6,5 milhões de novilhas no Brasil — volumes recordes, com altas de 15,8% (vacas) e 23,5% (novilhas) em relação a 2024.
Pesquisadores do Cepea avaliam que esse movimento ajuda a explicar a valorização dos animais de reposição.
Mato Grosso do Sul: bezerro atinge maior média mensal desde 2021
Em Mato Grosso do Sul, o indicador Cepea/Esalq do bezerro Nelore (8 a 12 meses) registra média de R$ 3.254,37 na parcial de março (até 17/03/2026). O valor está:
- 3% acima de fevereiro;
- 24,3% maior que março de 2025, em termos reais (deflacionado pelo IGP-DI), e marca a maior média mensal desde junho de 2021.
Com oferta enxuta e exportações firmes, o boi gordo encontra sustentação, mas o consumo interno lento impede uma arrancada de preços. No radar do setor, a reposição segue valorizada, com destaque para o indicador do bezerro em MS.












