terça-feira, 24 de março de 2026
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Mutirão contra chikungunya nas aldeias de Dourados vistoria 1.513 moradias e encontra 382 focos do Aedes


Um mutirão para conter a epidemia de chikungunya nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados, vistoriou 1.513 moradias em dois dias e identificou 382 focos de larvas do Aedes aegypti. Segundo o balanço divulgado, 648 casas receberam tratamento químico e a maior parte dos criadouros (cerca de 90%) estava em caixas d’água, além de lixo e pneus.

Vistorias e tratamento químico: o que foi feito

A operação reúne equipes das secretarias municipais de Saúde e de Serviços Urbanos, com apoio de órgãos estaduais e federais e participação de lideranças locais. Ao todo, atuam 75 agentes de endemias e 20 agentes de saúde indígena.

Entre as ações realizadas:

  • 27 borrifações químicas com máquina costal motorizada;
  • Aplicação de inseticida com nebulizadores a frio (Leco);
  • Tratamento químico em imóveis com foco para eliminar larvas e reduzir a circulação do mosquito.

Balanço por dia: 664 imóveis no 1º dia e 849 no 2º

1º dia

  • 664 imóveis vistoriados
  • 171 focos identificados
  • 288 casas receberam tratamento específico
  • 13 imóveis tiveram borrifação com máquina costal

2º dia

  • 849 moradias vistoriadas
  • 360 casas com tratamento químico
  • 211 focos localizados

Os agentes relataram que os focos se concentravam principalmente em caixas d’água, garrafas PET, recipientes com água para animais, lixos e pneus no entorno das casas.

Situação da chikungunya na reserva: 99 casos confirmados

De acordo com o boletim epidemiológico citado no comunicado, a Reserva Indígena registra 99 casos confirmados de chikungunya e 183 notificações ainda em investigação.

Como reduzir criadouros (principalmente em caixas d’água)

  • Tampar caixas d’água e tonéis com tampa vedada ou tela adequada
  • Evitar recipientes abertos com água por muitos dias
  • Descartar corretamente pneus, garrafas e lixo que acumulam água
  • Manter quintal limpo e revisar calhas/vasilhas de animais diariamente

Por que caixas d’água concentram tantos focos

O mutirão aponta que a proliferação do mosquito está ligada ao armazenamento prolongado de água, prática comum devido à falta de abastecimento regular de água potável e à necessidade de guardar água de chuva. Mesmo onde existe rede encanada, a distribuição irregular leva famílias a manter recipientes cheios por longos períodos.

Para locais em que a água não pode ser descartada, as equipes utilizam larvicidas/bioinseticidas voltados especificamente às larvas do Aedes, conforme orientação do CCZ.

Vistorias também avançam em prédios públicos

Além das residências, a Secretaria de Serviços Urbanos iniciou vistorias em prédios públicos dentro da reserva, como:

  • escolas
  • unidades de saúde
  • centros de assistência social
Boletim Epidemiológico
ARBOVIROSES
Equipes vistoriaram 1.513 moradias e localizaram 382 focos de larvas do Aedes (Foto: Boletim Epidemiológico ARBOVIROSES)

Com foco em eliminar criadouros e reduzir a circulação do mosquito, o mutirão segue como medida emergencial para conter a chikungunya nas aldeias Jaguapiru e Bororó. A continuidade das vistorias e o controle de focos em caixas d’água e resíduos devem ser decisivos para frear o avanço da doença.

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