Uma equipe da Força Nacional do SUS esteve em Dourados nesta quarta-feira (18/03/2026) para alinhar medidas de resposta ao aumento acelerado de casos de chikungunya, com maior impacto em reservas indígenas. A ação é integrada com Sesai e SVSA (Ministério da Saúde) após alerta epidemiológico emitido pelo DSEI-MS, e prioriza controle vetorial e reorganização da rede de atendimento, especialmente nos polos indígenas.
Ações definidas: controle do mosquito e reorganização da assistência
Em reunião de alinhamento, o plano estabeleceu como eixos principais:
- fortalecimento do controle vetorial (redução de criadouros e circulação do Aedes);
- reorganização da assistência à saúde, com atenção concentrada nas áreas de maior demanda.
O objetivo é reduzir transmissão e, ao mesmo tempo, melhorar a capacidade de atendimento e acompanhamento dos pacientes.
Medidas práticas anunciadas
Entre as ações listadas para ampliar a resposta à chikungunya em Dourados, estão:
- Ampliação de profissionais de saúde via Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares);
- Reforço logístico, com viaturas para acesso às comunidades;
- Busca ativa e apoio à regulação de atendimentos;
- Intensificação do controle vetorial, com visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticidas;
- Capacitação de profissionais para reconhecimento precoce de sinais e sintomas.
Escola indígena vira hospital de campanha na Aldeia Jaguapiru
Como parte do reforço assistencial, a Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, na Aldeia Jaguapiru, passou a funcionar como hospital de campanha no enfrentamento da doença. A estrutura foi montada na quadra da unidade e começou a atender na terça-feira (17/03/2026).
A implantação envolveu equipes da Sesai, em parceria com o HU-UFGD, com reforço de profissionais vindos de Campo Grande e Caarapó. Segundo a prefeitura, a equipe inclui médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem, farmacêutico, fisioterapeuta e psicólogo.
Os atendimentos ocorrem das 7h às 19h, com possibilidade de extensão enquanto houver pacientes.
Orientação à população: prevenir criadouros do Aedes
A recomendação às famílias é reforçar a prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, eliminando locais que acumulam água. Pontos críticos mais comuns:
- caixas d’água sem tampa, tonéis e baldes abertos;
- pneus, garrafas e recipientes no quintal;
- vasilhas de água de animais sem troca diária;
- lixo e entulho que retenham água.
Com a força-tarefa em campo e a abertura do hospital de campanha, Dourados amplia a resposta à chikungunya para conter a transmissão e dar vazão ao atendimento, especialmente nas aldeias. As próximas semanas devem concentrar vistorias, busca ativa e ajustes na rede para reduzir pressão sobre os serviços.












