A Polícia Civil informou nesta terça-feira (10/03/2026) que Juares Fernandes, 52, confessou ter provocado o incêndio que matou Ereni Benites, 44, em uma aldeia indígena de Paranhos (MS). De acordo com a investigação, ele relatou ter usado desodorante aerossol e um isqueiro para dar início às chamas. A autoridade policial solicitou prisão preventiva, com parecer favorável do Ministério Público, e o suspeito segue à disposição da Justiça.
O que a Polícia Civil diz sobre a confissão
Conforme divulgado pela polícia, depoimentos e indícios reunidos ao longo da apuração apontaram para a participação do ex-companheiro no crime. Após novas oitivas e o confronto de informações, ele teria admitido o incêndio.
A polícia também informou que, durante buscas, foram localizados próximo ao local objetos apontados como os utilizados para iniciar o fogo.
Linha do tempo: antes do incêndio e investigação
A apuração indicou que a vítima teria saído de um local onde consumia bebidas alcoólicas acompanhada do suspeito e retornado para casa pouco antes do incêndio. Ainda segundo a polícia, ele deixou o local depois e, cerca de 20 minutos após a saída da vítima, o fogo começou.
O caso é tratado como feminicídio e, de acordo com o registro informado pela polícia, seria o 7º em Mato Grosso do Sul em 2026.
Entenda o caso em Paranhos
O incêndio ocorreu na madrugada de domingo (08/03/2026), em uma residência situada em aldeia indígena do município. As autoridades foram acionadas para atender ocorrência de fogo em residência e, conforme informado, havia a possibilidade de vítima no interior do imóvel.
Equipes de perícia e do IMOL acompanharam os procedimentos, e a vítima foi encontrada sem vida no local, segundo o relato oficial.
Com o pedido de prisão preventiva já encaminhado e com manifestação do Ministério Público, a decisão passa a depender do Judiciário. A investigação segue para consolidação de provas e formalização do inquérito.












