Campo Grande recebe entre 23 e 29 de março de 2026 a COP15/CMS, conferência da ONU sobre a conservação de espécies migratórias. A escolha da Capital combina dois fatores: credenciais ambientais urbanas (parques, planejamento e arborização reconhecida internacionalmente) e, principalmente, a posição estratégica como porta de entrada do Pantanal, bioma-chave para rotas migratórias na América do Sul.
O que é a COP15/CMS e o que será debatido
A COP15 é a Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), também chamada de Convenção de Bonn. O encontro serve para negociar decisões, cooperação e medidas entre países para proteger animais que atravessam fronteiras (aves, mamíferos, espécies aquáticas etc.).
A CMS foi negociada em 1979 (Bonn) e entrou em vigor em 1983, com administração ligada ao sistema ONU.
Por que Campo Grande foi escolhida
Segundo a presidência do evento, Campo Grande foi selecionada por ser uma cidade “ambientalmente favorável”, com parques e um planejamento urbano considerado atrativo para demonstrar como centros urbanos podem crescer em harmonia com o meio ambiente.
Além disso, a cidade tem destaque internacional por arborização: em 2026, Campo Grande foi reconhecida pelo 7º ano consecutivo como Tree City of the World (Cidade Árvore do Mundo), reforçando o discurso de capital verde.
O Pantanal pesou na decisão: vitrine global para rotas migratórias
O fator decisivo, porém, é territorial: Campo Grande funciona como hub de acesso ao Pantanal, a maior área úmida continental do planeta, compartilhada por Brasil, Bolívia e Paraguai. A estratégia é usar a conferência para colocar o bioma em evidência e atrair atenção para as rotas e habitats usados por espécies migratórias.
Quantos países e onde será a sede do evento
A COP15 deve reunir delegações de mais de 130 países e milhares de participantes (governos, cientistas, ONGs e sociedade civil).
A área principal de negociações (“Blue Zone”) está prevista para o Expo Bosque, no Shopping Bosque dos Ipês, com programação paralela em outros pontos da cidade.
Campo Grande foi escolhida para sediar a COP15 porque entrega uma combinação rara: marca ambiental urbana reconhecida e proximidade logística do Pantanal, bioma que dá contexto real para discussões sobre corredores ecológicos, rotas migratórias e cooperação internacional.












